Medida ocorre em meio ao aumento da presença militar americana e troca de ameaças entre líderes.
O Irã anunciou nesta terça-feira (17/2) o fechamento parcial de áreas do Estreito de Ormuz por razões de segurança. A decisão foi divulgada pela TV estatal enquanto representantes iranianos e dos Estados Unidos participavam de negociações sobre um possível acordo nuclear em Genebra.
Segundo o comunicado, a restrição à navegação ocorre após o início de exercícios navais conduzidos pela Guarda Revolucionária Islâmica. A emissora afirmou que as principais rotas da região estão sob controle das forças iranianas e que o país “não tem linhas vermelhas” quando se trata de segurança marítima, sem informar a duração das medidas.
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O anúncio acontece em um cenário de forte tensão militar. Nas últimas semanas, o presidente Donald Trump ordenou o envio de navios de guerra e porta-aviões ao Golfo Pérsico, ampliando a presença dos EUA na região. O líder norte-americano afirmou que Teerã poderá enfrentar “consequências” caso não haja avanço nas negociações.
Do lado iraniano, o líder supremo Ali Khamenei reagiu com ameaças diretas, afirmando que as forças do país poderiam atacar embarcações americanas e que os EUA não conseguiriam derrubar a República Islâmica.
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Apesar do tom agressivo e da movimentação militar, autoridades iranianas indicaram que houve progresso nas conversas diplomáticas na Suíça, sinalizando que o diálogo segue aberto mesmo sob clima de tensão.