O juiz Thiago Portes presidiu o julgamento, que teve início na manhã de quinta-feira, 16 de julho
O 1º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro condenou, nesta sexta-feira, os irmãos Pedro Emanuel e Otto Samuel D'Onofre Andrade Silva Cordeiro pelo assassinato do contraventor Fernando Iggnácio, morto em novembro de 2020, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste da capital. Pedro recebeu pena de 32 anos, 9 meses e 18 dias de prisão, enquanto Otto foi condenado a 31 anos, 5 meses e 6 dias, ambos em regime fechado.
Segundo a denúncia, Fernando Iggnácio foi vítima de uma emboscada no estacionamento de um heliponto logo após desembarcar de um helicóptero vindo de Angra dos Reis. Os criminosos teriam permanecido escondidos em um terreno vizinho e executado o contraventor com disparos de fuzil. A esposa da vítima presenciou o crime de dentro da aeronave.
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Na sentença, o juiz Thiago Portes destacou a extrema violência da execução e afirmou que Pedro Emanuel, que era policial militar na época, utilizou conhecimentos adquiridos na corporação para atuar em favor da chamada "máfia do jogo do bicho". A presença da esposa da vítima durante o ataque também foi considerada um agravante na dosimetria da pena.
Os dois réus permaneceram em silêncio durante o interrogatório. A defesa informou que recorrerá da decisão ao Tribunal de Justiça. Em abril deste ano, outro acusado pelo crime, o ex-PM Rodrigo da Silva das Neves, já havia sido condenado a 32 anos de prisão por participação na execução.
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Apontado pelo Ministério Público como mandante do assassinato, o contraventor Rogério Andrade responde ao processo em separado. Preso em um presídio federal, ele nega envolvimento no homicídio. A execução de Fernando Iggnácio é considerada um dos episódios mais marcantes da disputa pelo controle da contravenção no Rio de Janeiro.