Exército israelense divulgou lista com 11 jogadores e um árbitro da Fifa mortos durante a guerra e afirma que todos exerciam funções em grupos armados.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) divulgaram um relatório afirmando que 11 jogadores de futebol palestinos e um árbitro assistente da Fifa, mortos durante a guerra na Faixa de Gaza, também integravam estruturas militares do Hamas e da Jihad Islâmica. Segundo o documento, os envolvidos ocupavam funções estratégicas nas organizações e, em alguns casos, teriam participado dos ataques de 7 de outubro de 2023 contra o território israelense.
Entre os nomes citados está o árbitro assistente internacional da Fifa Mohammed Sami Mohammed Khattab, que já trabalhou em competições da Ásia Ocidental. De acordo com o Exército israelense, ele fazia parte da Brigada dos Campos Centrais da Jihad Islâmica.
Outro nome de destaque é o do atacante Mohammed Mohammed Hassan Barakat, conhecido no futebol palestino por defender a seleção nacional e a equipe de futebol de areia. Conforme o relatório, ele integrava a Jihad Islâmica e teria participado da ofensiva realizada pelo Hamas em outubro de 2023.
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O levantamento também aponta que outros atletas exerciam, segundo Israel, funções como comandantes de batalhão, pelotão ou integrantes dos braços armados do Hamas e da Jihad Islâmica. Entre eles estão treinadores, preparadores físicos, goleiros e jogadores que atuavam em clubes tradicionais da Faixa de Gaza.
As FDI divulgaram imagens nas quais alguns dos citados aparecem vestindo uniformes militares e portando armamentos. O objetivo, segundo o Exército israelense, é sustentar a alegação de que essas pessoas atuavam simultaneamente no esporte e em organizações classificadas como terroristas por países como Estados Unidos e membros da União Europeia.
Apesar das acusações, o Exército israelense reconheceu que civis morreram durante o conflito, mas defendeu que cada caso seja analisado individualmente.
"Não se trata de negar que civis morreram nesta guerra, isso é uma tragédia inegável. Trata-se de insistir que cada caso seja examinado com rigor, e não simplesmente aceito porque se encaixa numa narrativa pré-existente", afirmou o major Rafael Rozenszajn, porta-voz da reserva das Forças de Defesa de Israel para os países de língua portuguesa.
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Até o momento, não houve manifestação oficial das autoridades palestinas ou de representantes dos atletas citados sobre as acusações apresentadas no relatório divulgado pelo governo israelense.