Ofensiva amplia tensão no Oriente Médio e pode redesenhar comando político do Irã
O governo de Israel anunciou ter matado, em um ataque realizado na madrugada desta terça-feira (17), o influente político Ali Larijani, apontado como uma das principais figuras de poder do regime do Irã.
Segundo o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, a operação também teria resultado na morte de Gholamreza Soleimani, líder de uma importante unidade paramilitar ligada à milícia Basij, conhecida por atuar na repressão a protestos internos.
Até o momento, autoridades iranianas não confirmaram oficialmente as mortes. Após o anúncio, uma publicação atribuída a Larijani apareceu em sua conta na rede X, com uma mensagem manuscrita sem data, exaltando militares iranianos mortos em um episódio anterior envolvendo forças dos Estados Unidos.
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Caso confirmada, a morte de Larijani representa um dos golpes mais significativos contra a estrutura de poder iraniana desde o início da escalada militar, em 28 de fevereiro, quando ataques atribuídos a forças conjuntas de Israel e dos Estados Unidos teriam matado o então líder supremo Ali Khamenei.
Após esse episódio, Larijani passou a exercer forte influência nos bastidores do governo e foi considerado peça central na ascensão de Mojtaba Khamenei ao comando do país, em um processo conduzido com rapidez pela Assembleia dos Especialistas.
O cenário atual, no entanto, é marcado por incertezas. A saúde e até mesmo a condição de Mojtaba têm sido alvo de questionamentos, inclusive por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que declarou não saber se o líder iraniano está vivo.
Além das perdas políticas, a possível morte de Soleimani também chama atenção pelo papel estratégico da milícia Basij, composta por jovens alinhados ao regime e responsável por conter manifestações recentes no país.
Relatos iniciais também indicam que outro alvo do ataque teria sido Akram al-Ajouri, integrante da ala militar da Jihad Islâmica Palestina, que estaria no Irã. A informação, porém, ainda não foi confirmada oficialmente.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, evitou detalhar a operação, mas afirmou que determinou ações contra altos integrantes do regime iraniano. Ele e outros membros do governo já indicaram que a atual liderança do Irã continua sendo alvo estratégico.
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Se confirmadas, as mortes representam mais um capítulo na escalada de tensões no Oriente Médio, com potencial de impactar diretamente o equilíbrio de poder dentro do regime iraniano.