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Israel amplia ofensiva no sul do Líbano e milhares deixam a região
Foto: Divulgação

Conflito se intensifica após ataques do Hezbollah e amplia crise humanitária no Oriente Médio

Soldados de Israel avançaram nesta terça-feira (3) sobre novas áreas do sul do Líbano, expandindo a operação terrestre iniciada após a retomada dos confrontos com o Hezbollah. A movimentação ocorre meses depois de um cessar-fogo firmado em novembro de 2024, que havia interrompido os combates ligados à guerra na Faixa de Gaza.

 

A ampliação da ofensiva foi confirmada pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, que afirmou que o primeiro-ministro autorizou o Exército a ocupar “posições estratégicas adicionais” no território libanês. As Forças de Defesa de Israel informaram que militares já estão posicionados em diferentes pontos da região fronteiriça.

 

Paralelamente, a Força Aérea israelense realizou bombardeios em Beirute, alegando atingir lideranças do Hezbollah. O grupo armado, aliado do Irã, abriu uma nova frente de combate no domingo (1º), ao lançar foguetes contra território israelense. Em resposta, ataques israelenses deixaram ao menos 52 mortos desde segunda-feira (2), segundo autoridades libanesas entre as vítimas, estariam sete crianças.

 

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DESLOCAMENTO EM MASSA

 

A escalada da violência provocou uma onda de deslocamentos internos. Dados das Nações Unidas indicam que pelo menos 30 mil pessoas abandonaram suas casas desde o início da nova fase do conflito, no sábado (28). O número, no entanto, pode ser maior, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

 

De acordo com o porta-voz do Acnur, Babar Baloch, muitas famílias passaram a noite dentro de veículos ou estão presas em congestionamentos nas estradas. Atualmente, 21 abrigos administrados em parceria entre o governo libanês e a ONU estão recebendo desalojados.

 

RECUO MILITAR E TENSÃO REGIONAL

 

Segundo autoridades libanesas ouvidas pela agência Reuters, as Forças Armadas do Líbano recuaram de posições próximas à fronteira para evitar confrontos diretos com tropas israelenses. Desde a guerra de 2024, o Exército libanês tenta retomar o controle de áreas historicamente usadas pelo Hezbollah para ataques contra Israel.

 

O cenário se insere em um contexto mais amplo de instabilidade no Oriente Médio. A escalada atual começou após bombardeios conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o Irã, que resultaram na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Desde então, ataques cruzados ampliaram o número de vítimas: segundo autoridades iranianas, ao menos 787 pessoas morreram no país, enquanto ofensivas iranianas deixaram mortos em Israel e também entre militares americanos na região.

 

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O conflito, agora com múltiplas frentes ativas, aumenta o risco de uma guerra regional de grandes proporções e aprofunda a crise humanitária no Oriente Médio. 

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