Homem observa os estragos causados por bombardeio israelense contra campo de refugiados na Faixa de Gaza
Integrantes do governo de Israel anunciaram planos para criar novos assentamentos militares na Faixa de Gaza, poucos dias após divulgarem um programa bilionário para ampliar a presença de colonos israelenses na Cisjordânia. A iniciativa, considerada ilegal pelo direito internacional, ocorre em meio ao aumento da violência contra civis palestinos e às críticas da comunidade internacional.
Segundo o ministro da Defesa, Israel Katz, o projeto prevê a instalação de três colônias do tipo Nahal, que funcionam inicialmente como postos militares e, posteriormente, servem de base para assentamentos permanentes. Katz afirmou que o modelo poderá incluir instituições religiosas e classificou a medida como necessária para a estratégia israelense na região.
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A criação de assentamentos desse tipo já foi considerada ilegal pela própria Suprema Corte de Israel em decisões anteriores, por contrariar as Convenções de Haia e de Genebra. Especialistas afirmam que o modelo já foi utilizado diversas vezes na Cisjordânia para consolidar a ocupação de áreas palestinas antes da chegada de comunidades civis israelenses.
ões Unidas apontam que, até meados de julho, 1.111 palestinos, entre eles 243 crianças, morreram em ações envolvendo militares e colonos israelenses. Paralelamente, o governo israelense anunciou investimento de 1,3 bilhão de shekels para criar 34 novos assentamentos na Cisjordânia, medida defendida pelo ministro das Finanças, Bezalel Smotrich.
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As novas iniciativas aumentaram a pressão internacional sobre Israel. Neste sábado, a Bélgica proibiu a importação de produtos provenientes de assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada. A medida reforça o movimento de alguns países europeus por sanções relacionadas à ocupação, embora um eventual bloqueio conjunto da União Europeia ainda enfrente resistência de países como Alemanha e Itália, que defendem manter o diálogo diplomático com o governo israelense.