Bombardeio danificou estrutura hospitalar, enquanto Israel afirma que alvo era um arsenal do Hamas instalado nas proximidades.
Um bombardeio realizado por Israel neste sábado (2) atingiu a região do Hospital Mártires de Al-Aqsa, em Deir el-Balah, no centro da Faixa de Gaza, provocando danos significativos à unidade de saúde. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, dois dos quatro depósitos de medicamentos do hospital foram completamente destruídos, enquanto os outros sofreram avarias consideradas graves. Até o momento, não há confirmação de mortos ou feridos.
Após o ataque, as autoridades de saúde do território classificaram a ação como um "crime hediondo" e solicitaram a intervenção urgente da comunidade internacional, das Nações Unidas (ONU) e de organizações humanitárias para garantir proteção às instalações e aos profissionais da área da saúde.
Em contrapartida, as Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram que o hospital não era o alvo da operação. Segundo o governo israelense, os ataques tiveram como objetivo depósitos de armas utilizados pelo Hamas, localizados nas proximidades da unidade hospitalar.
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De acordo com a versão apresentada por Israel, uma das estruturas atingidas funcionava como esconderijo e local de armazenamento de armamentos do grupo palestino. As autoridades israelenses acusam o Hamas de utilizar áreas civis, incluindo hospitais, para esconder equipamentos militares e organizar operações.
As FDI também informaram que cinco depósitos de armas teriam sido destruídos durante a ofensiva e afirmaram que foram adotadas medidas para reduzir riscos à população civil, entre elas avisos prévios, uso de munições de precisão e monitoramento aéreo antes da operação.
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O episódio amplia a tensão na Faixa de Gaza em meio aos esforços diplomáticos para consolidar um acordo de cessar-fogo e um plano de desarmamento do Hamas, enquanto persistem as divergências entre as partes sobre a condução das operações militares e a proteção de áreas civis.