o ministro do governo de Benjamin Netanyahu mostrou o local, afirmando que será onde os terroristas serão executados
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, divulgou nesta quinta-feira (20) imagens de uma instalação que, segundo ele, está sendo construída para a execução de condenados à pena de morte. O anúncio ocorre meses após o Parlamento israelense aprovar uma lei que prevê a pena capital para palestinos condenados por ataques letais em tribunais militares.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Ben-Gvir mostrou o local e afirmou que a estrutura será utilizada para executar condenados classificados pelo governo como terroristas. O ministro também mencionou a instalação de uma corda de enforcamento e de uma área de observação destinada a familiares de vítimas de crimes.
“Nós estamos cumprindo o que prometemos. Vejam, houve quem desdenhasse, houve quem risse, [mas] este lugar está começando a ser construído”, afirmou Ben-Gvir durante a gravação.
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A divulgação ocorre dias após o ministro defender a morte de dezenas de pessoas por noite na Faixa de Gaza. Em entrevista a um podcast israelense, Ben-Gvir afirmou defender execuções seletivas no território palestino e fez declarações desumanizantes sobre moradores de Gaza.
As declarações foram feitas em meio à campanha para as eleições gerais de Israel, previstas para 27 de outubro. Ben-Gvir é um dos principais representantes da direita radical israelense e integra a coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Em março deste ano, o Parlamento de Israel, conhecido como Knesset, aprovou uma legislação que estabelece a pena de morte para palestinos condenados por ataques letais em tribunais militares.
A medida não se aplica da mesma forma a cidadãos israelenses, que são julgados no sistema civil. A legislação prevê a execução por enforcamento e estabelece prazo de até 90 dias para o cumprimento da sentença, sem possibilidade de clemência em determinadas circunstâncias. Uma alternativa de prisão perpétua foi incluída durante o processo legislativo.
A aprovação da lei provocou críticas de organizações internacionais. A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que a medida é incompatível com normas do direito internacional e pediu que Israel revogasse a legislação.
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A pena de morte ainda é aplicada em mais de 50 países, entre eles Estados Unidos e Japão. Segundo a Anistia Internacional, porém, a tendência mundial é de redução desse tipo de punição, com 113 países já tendo abolido a pena de morte para todos os crimes.
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