Israel também afirmou ter matado a "maioria" dos líderes das forças aeroespaciais da Guarda Revolucionária
O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, disse em um discurso à nação nesta sexta-feira que "Israel não sairá ileso" após a onda de ataques lançados pelo país desde a noite de quinta-feira.
A ação mirou instalações vitais ao programa nuclear e o sistema de mísseis balísticos da República Islâmica, deixando ao menos 80 mortos, entre eles diversos comandantes militares, incluindo o chefe do Estado-maior e da Guarda Revolucionária, responsável pela articulação com movimentos islâmicos estrangeiros como o grupo terrorista Hamas e o Hezbollah no Líbano.
— Alguns dos comandantes e cientistas foram mortos, mas seus substitutos assumirão imediatamente as funções. E o regime sionista, com esse crime, criou um destino doloroso e amargo para si mesmo, e certamente o receberá — afirmou Khamenei, acrescentando que Teerã “não tomará medidas incompletas” na sua resposta.
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Moradores de Teerã enfrentaram uma noite de terror e choque com as explosões em toda a capital iraniana e com a notícia de que cientistas e altos comandantes militares haviam sido mortos, e instalações nucleares e bases militares de segurança máxima haviam sido atingidas em ataques de 200 caças israelenses. O Irã não era atacado por um inimigo estrangeiro com tamanha força desde 1989, quando o país estava em guerra com o Iraque.
Entre os mortos logo na primeira onda da operação israelense estão o general Mohammad Bagheri, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, e o general Hossein Salami, comandante da Guarda Revolucionária Islâmica — uma força de elite dentro da estrutura militar iraniana responsável por operações fora do país. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, nomeou rapidamente substitutos para evitar um vácuo na cadeia de comando. O Estado-Maior passa a ser comandado pelo general Abdolrahim Mousavi, que era comandante do Exército, enquanto a Guarda Revolucionária será chefiada por Mohammad Pakpour, que liderava as forças terrestres do mesmo braço armado.
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Israel também afirmou ter matado a "maioria" dos líderes das forças aeroespaciais da Guarda Revolucionária. De acordo com dois oficiais iranianos ouvidos pelo New York Times, os ataques também vitimaram Esmail Qaani, chefe da Força Quds — unidade de elite da Guarda Revolucionária responsável pela articulação direta com movimentos revolucionários islâmicos em outros países, entre eles o próprio Hamas em Gaza, o Hezbollah no Líbano, e os Houthis no Iemên. Qaani substituiu o major-general Qassim Suleimani, morto em um ataque dos EUA em 2020.
Fonte: O Globo