Medida atinge área até o rio Litani e reacende temor de nova invasão terrestre após retomada de confrontos
Israel determinou, nesta quarta-feira (4), a evacuação de civis que vivem no sul do Líbano, em uma área estimada em 850 km² entre a fronteira israelense e o rio Litani. A ordem amplia os sinais de escalada no confronto com o Hezbollah, grupo xiita apoiado pelo Irã, que voltou a lançar foguetes e drones contra o território israelense.
A decisão ocorre após o Hezbollah ingressar no conflito envolvendo Israel e seus adversários regionais no início da semana. Desde então, Tel Aviv intensificou bombardeios aéreos no território libanês, reforçou sua presença militar na fronteira norte e mobilizou tropas para posições já ocupadas anteriormente no sul do país vizinho.
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ÁREA ESTRATÉGICA E HISTÓRICO DE TENSÃO
A região alvo da evacuação é a mesma definida como zona tampão pela Resolução 1701 da ONU, aprovada após a guerra de 2006 entre Israel e Hezbollah. Pelo acordo, ambos os lados deveriam se retirar da área, mas Israel sustenta que o grupo manteve infraestrutura militar no local ao longo dos anos.
O governo israelense argumenta que essa presença representaria risco semelhante ao ataque conduzido pelo Hamas em 2023, que marcou um dos episódios mais traumáticos da história recente do país.
Conflito prolongado e impacto interno
Após confrontos intensos em 2024, que resultaram na morte de lideranças do Hezbollah e enfraquecimento da sua estrutura militar, houve um cessar-fogo parcial. Ainda assim, Israel manteve operações pontuais, enquanto o grupo continuou ativo, embora em escala reduzida.
O governo libanês, por sua vez, tenta implementar medidas para limitar a atuação armada do Hezbollah, mas enfrenta dificuldades políticas e militares. Além de milícia, o grupo também atua como partido político com representação no Parlamento, o que amplia a complexidade do cenário interno.
No sul do Líbano, onde a maioria da população é xiita, o Hezbollah mantém influência significativa. A nova ordem de evacuação pode provocar mais uma onda de deslocamento interno em um país que já enfrenta grave crise econômica e instabilidade.
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Enquanto ataques continuam a ser registrados em áreas próximas a Beirute, o Hezbollah afirmou ter atingido um centro de produção aeroespacial em Israel. O cenário indica que a região pode caminhar para uma fase ainda mais intensa de confrontos, com impactos humanitários e geopolíticos ampliados.