Premiê israelense discursará na Assembleia Geral da ONU na quinta (24). Governo israelense publicou vídeo feito com IA e site para expor o que chamou de mentiras de agências da ONU contra o país durante a guerra em Gaza
O governo do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reagiu às críticas feitas por líderes internacionais durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e acusou a entidade de manter um suposto viés sistemático contra o país. A ofensiva ocorre um dia antes do discurso de Netanyahu na Assembleia Geral, marcado para quinta-feira (24).
Como parte da estratégia, o governo israelense divulgou um vídeo aparentemente produzido com inteligência artificial em que papagaios aparecem no púlpito da ONU repetindo a frase “Blame Israel” (“Culpe Israel”). No fim da gravação, surge a mensagem de que repetir uma mentira não faz com que ela se torne verdadeira.
A publicação ocorreu após diversos líderes presentes em Nova York criticarem a atuação de Israel nos territórios palestinos. Entre eles estavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente francês Emmanuel Macron. Lula fez acusações contra a atuação israelense em Gaza, enquanto Macron criticou a situação humanitária no território e as ações israelenses na Cisjordânia.
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A campanha foi batizada de “The UN’s Lie Industry” (“A indústria de mentiras da ONU”) e organizada pelo Ministério de Assuntos da Diáspora e Combate ao Antissemitismo junto à estrutura de diplomacia pública do gabinete do primeiro-ministro. O governo também lançou uma plataforma para reunir o que considera informações falsas e casos de parcialidade de órgãos das Nações Unidas relacionados à guerra em Gaza.
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Netanyahu deverá usar seu discurso na Assembleia Geral para defender as ações militares de Israel e responder às críticas internacionais. O primeiro-ministro afirmou que pretende apresentar sua versão sobre a guerra e defender os soldados israelenses. O governo de Israel rejeita as acusações de genocídio em Gaza e afirma que suas operações têm como alvo o Hamas.