Administração brasileira informou que não possui recursos aplicados no Ueno Bank e garantiu que a geração e o fornecimento de energia seguem normalmente.
A Itaipu Binacional afirmou que a crise financeira enfrentada pelo Paraguai não compromete a operação da parte brasileira da usina hidrelétrica. O posicionamento foi divulgado nesta sexta-feira (6), após questionamentos sobre possíveis impactos do fechamento do Ueno Bank, instituição financeira envolvida em um escândalo no país vizinho.
Em nota, a administração brasileira esclareceu que não mantém recursos financeiros depositados ou aplicados no banco paraguaio. A empresa também garantiu que a produção e o fornecimento de energia elétrica continuam sem alterações.
A manifestação ocorreu depois que o Banco Central do Paraguai iniciou, no começo de novembro, o processo de liquidação do Ueno Bank. A instituição foi considerada insolvente, o que provocou uma crise financeira e política no país.
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A Itaipu explicou que as administrações brasileira e paraguaia possuem gestões financeiras independentes. Dessa forma, os recursos da margem brasileira são movimentados pelo sistema bancário nacional e seguem normas internas de segurança, liquidez e rentabilidade.
Já a margem paraguaia da usina aparece entre as instituições públicas que mantinham recursos no banco. Até o momento, não foi esclarecido o valor exato das aplicações realizadas pela administração paraguaia.
Estimativas apontam que o Ueno Bank administrava aproximadamente US$ 850 milhões em recursos públicos do Paraguai. Os valores ficaram bloqueados após o início do processo de dissolução da instituição financeira.
O caso também provocou instabilidade política. O presidente paraguaio, Santiago Peña, enfrentou um processo de impeachment após o escândalo envolvendo o banco e apresentou um pedido de renúncia na quinta-feira (5), mas a solicitação foi rejeitada pelo Congresso.
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Apesar da crise no país vizinho, a Itaipu reiterou que a operação da usina segue normalmente. A empresa destacou que não há previsão de impactos na geração ou no fornecimento de energia pela margem brasileira.