Autoridades italianas confirmaram resultado negativo para Ebola após internação de dois viajantes com sintomas suspeitos.
Autoridades de saúde da Itália descartaram casos de Ebola em dois pacientes que haviam retornado recentemente de Uganda, país que enfrenta um surto da doença.
A informação foi confirmada pelo conselheiro de Bem-Estar da região da Lombardia, Guido Bertolaso, nesta terça-feira (26). Segundo ele, os exames realizados no laboratório especializado do Hospital Sacco, em Milão, apresentaram resultado negativo para o vírus.
Os dois pacientes também não apresentaram infecção por malária ou outros vírus respiratórios. De acordo com as autoridades médicas, a principal suspeita agora é de uma infecção gastrointestinal causada pela bactéria Shigella, identificada nos exames laboratoriais.
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Os pacientes são um homem de 31 anos e uma mulher de 33 anos, ambos integrantes de um grupo de sete pessoas que retornou de Uganda no último dia 24 após um período de cerca de três meses de trabalho voluntário no país africano.
Após apresentarem sintomas como febre, náuseas, vômitos, calafrios e dores de cabeça, os protocolos de segurança para suspeita de Ebola foram imediatamente acionados pelas autoridades italianas.
Os pacientes foram encaminhados ao Hospital Sacco, referência nacional em doenças infecciosas e equipado com áreas de alto isolamento. Os demais integrantes do grupo e alguns familiares passaram a ser monitorados em isolamento domiciliar.
Enquanto os casos italianos foram descartados, o avanço do surto na República Democrática do Congo segue preocupando autoridades internacionais.
Segundo o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, já são mais de 900 casos suspeitos da doença, incluindo 101 confirmações laboratoriais e cerca de 220 mortes.
O crescimento acelerado dos registros levou a OMS a declarar emergência de saúde pública de importância internacional, o nível máximo de alerta da organização.
A doença é causada por vírus do gênero Orthoebolavirus e pode ser transmitida pelo contato direto com sangue, secreções e fluidos corporais de pessoas ou animais infectados.
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Atualmente, o surto em andamento é provocado pela variante Bundibugyo, uma das formas mais raras do vírus Ebola e para a qual ainda não existem vacinas ou tratamentos específicos amplamente disponíveis.