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Itamaraty deve convocar novamente chefe da embaixada dos EUA após críticas a Alexandre de Moraes
Foto: Reprodução

Quando confirmada, chamada de Gabriel Escobar será a quarta desde o início do governo Trump e a segunda por intromissão

O Ministério das Relações Exteriores pretende convocar mais uma vez o atual chefe da embaixada americana, Gabriel Escobar, para nova reprimenda motivada por publicações da representação diplomática dos Estados Unidos no País.

 

Nesta quinta-feira, 7, a embaixada comandada por Escobar afirmou que há censura, perseguição política e violações de direitos humanos no Brasil. As condutas foram atribuídas pela embaixada, principalmente, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, punido com a Lei Magnitsky.

 

“O ministro Moraes é o principal arquiteto da censura e perseguição contra Bolsonaro e seus apoiadores. Suas flagrantes violações de direitos humanos resultaram em sanções pela Lei Magnitsky, determinadas pelo presidente Trump. Os aliados de Moraes no Judiciário e em outras esferas estão avisados para não apoiar nem facilitar a conduta de Moraes. Estamos monitorando a situação de perto”, escreveu a embaixada americana em Brasília.

 

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Alexandre de Moraes foi alvo de sanções do governo dos Estados Unidos via Lei Magnitsky. O dispositivo norte-americano impede Moraes de acessar o país, de movimentar bens e de ter acesso a serviços de empresas norte-americanas. Até o momento, a norma só tinha sido usada para punir violadores de direitos humanos, ditadores e criminosos.

 

A iniciativa do governo de Donald Trump, ao aplicar as sanções, é uma resposta à ação penal sobre tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, da qual Bolsonaro é réu, e às decisões relacionadas às redes sociais.

 

A equipe de Escobar republicou o teor de mensagem do subsecretário para Diplomacia Pública, Darren Beattie. Ele, por sua vez, restransmitiu no X uma postagem do Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental, uma unidade do Departamento de Estado que se ocupa do Brasil. Essa publicação condenava a prisão domiciliar do ex-presidente e cobrava: “Deixem Bolsonaro falar”.

 

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Além deles, o número dois da diplomacia americana, o secretário adjunto de Estado, Christopher Landau, também havia criticado a decisão de Moraes e apontado a existência de uma “ditadura do judiciário”, em post no X. As restrições impostas à Moraes foram comemoradas pelo filho do ex-presidente, deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que afirma estar trabalhando com autoridades estrangeiras para interferir no julgamento em que seu pai é réu.

 

 Fonte: Terra

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