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Jaguatirica é resgatada ferida por mais de 20 tiros de chumbo e com pata quebrada
Foto: Reprodução/Redes sociais

Animal também tinha ferimentos de espinhos de ouriço

Uma jaguatirica foi resgatada no último dia 15 na região da Serra das Almas, em Trajano de Moraes, no Norte Fluminense. O animal — um macho adulto — tinha ferimentos de mais de 20 projéteis, além de fratura em na pata dianteira direita, provavelmente vítima de uma armadilha conhecida como trabuco, ocorridos dias antes do resgate, constatados por exame de raio-x. O caso foi divulgado nesta quarta-feira.

 

A avaliação é da médica veterinária Paula Baldassin, vice-presidente do Instituto BW (IBW), ONG que atua na conservação e reabilitação de animais selvagens na Região dos Lagos e no Norte do estado. Na ocasião, a jaguatirica havia invadido o galinheiro de uma propriedade e foi capturada pelo proprietário, que acionou as autoridades. O animal também tinha espinhos de ouriço pelo corpo, removidos após sedação.

 

Depois de uma cirurgia em que foram retirados 23 projéteis de chumbo, um ainda está alojado perto do globo ocular: para retirá-lo, será preciso um novo procedimento cirúrgico, que depende de mais exames para apontarem a localização exata do objeto. Outras duas balas na região do tórax não serão retiradas, para não arriscar a vida do animal.

 

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— Por que a gente sabe que foi um trabuco? Os tiros foram numa direção só. A concentração dos projéteis está na parte de barriga e do tórax — observa Paula, coordenadora de veterinária do IBW. — O animal estava magro. Para passar pela cirurgia, passou quatro dias se estabilizando, se alimentando muito bem e retiramos a maioria dos projéteis.

 

Agora é preciso aguardar a evolução do quadro do bichinho — sem nome, para evitar apego, já que será solto futuramente — e a cirurgia para a remoção da bala do focinho para realizar a cirurgia ortopédica. Parte de uma das orelhas do animal também está mutilada, mas isso é considerado comum em animais selvagens, pois podem brigar na natureza, por exemplo.

 

— Está num recinto mais contido, justamente pela pata quebrada, para se restabelecer e não gastar muita energia, porque vai passar por uma cirurgia mais crítica, que talvez seja nesta semana ainda. Depois vamos começar a ver placa e pino para colocar na pata dele — explica a veterinária.

 

No dia em que foi encontrada, a jaguatirica foi, primeiramente, capturada por moradores locais e, em seguida, pela Guarda Municipal de Trajano de Moraes. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) também participou da ação, com orientações. Então, o IBW foi acionado para prestar apoio técnico no atendimento do mamífero ferido.

 

O animal foi levado para a Base de Estabilização do Instituto BW, em Macaé, a mais de 80 quilômetros de distância inicialmente. Após uma avaliação inicial, foi necessário realizar mais exames, específicos, e, por isso, a jaguatirica foi transferida mais uma vez: agora, para o Centro de Reabilitação de Animais Selvagens Praia Seca, em Araruama, na Região dos Lagos, também do IBW, onde a infraestrutura é melhor, com centro cirúrgico, por exemplo.

 

Segundo Paula Baldassin, é comum a presença de jaguatiricas no território fluminense. A orientação caso encontrem animais como esses é acionar a guarda ambiental municipal, que sabem como fazer o resgate e levar os bichos para local adequado.

 

Raio-x mostra alguns dos projéteis de chumbo que atingiram a jaguatirica — Foto: Divulgação / Instituto BW

 

Jaguatirica está com para quebrada — Foto: Divulgação / Instituto BW

Fotos: reprodução

 

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Um mico-leão-dourado paraplégico, após ser tingido por um tiro de chumbo na coluna, e fragatas que tiveram asas cortadas por linhas de pipa com cerol — que passaram por cirurgia de tendão, para voltarem a voar — são colegas da jaguatirica no centro de reabilitação.

 

Fonte: Extra

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