Caso alguma das candidatas a galáxia mais velha do Universo seja confirmada, será uma das maiores descobertas da astronomia
Através de dados do Telescópio Espacial James Webb, cientistas internacionais investigam o chamado amanhecer cósmico – período em que as primeiras galáxias começaram a surgir – e identificaram possíveis candidatas ao posto de mais antiga do Universo.
Elas podem ajudar a elucidar como surgiu e se organizou a história cósmica nos primórdios. As observações ainda serão revisadas por pares, mas estão disponíveis desde março em versão pré-print no site arXiv.
Os cientistas focaram em galáxias com redshift entre 17 e 25, que é um efeito do deslocamento da luz para o vermelho, causado pela expansão do Universo, além de funcionar como um marcador para determinar a distância e idade das galáxias. Os alvos escolhidos permitiram a eles observar como era o Universo entre 100 e 350 milhões de anos após o Big Bang.
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COMO FOI FEITA A ESCOLHA DAS GALÁXIAS
A metodologia utilizada para seleção das galáxias foi rigorosa. A identificação foi realizada através da análise de fontes dropout: o marcador percebe galáxias que aparecem somente em algumas faixas de luz devido seu redshift extremo. Para checar os resultados, dois códigos de modelagem independentes foram usados.
Ao final da investigação, a equipe de pesquisa selecionou seis galáxias candidatas com redshift 17 e três com redshift 25. Em comparação com as atuais, as detectadas são compactas e leves, possuindo massas de aproximadamente 10 milhões de sóis.
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Caso as descobertas sejam aprovadas pela comunidade científica, as de redshift 25 serão as galáxias mais velhas do Universo, se tornando uma das façanhas mais incríveis da história astronômica.
Fonte: Metrópoles