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James Webb identifica uma das galáxias mais primitivas já observadas no Universo
Foto: Divulgação

Descoberta revela uma galáxia extremamente pobre em metais e oferece pistas sobre os primeiros momentos após o Big Bang.

O Telescópio Espacial James Webb (JWST) alcançou mais um marco na exploração do cosmos ao ajudar cientistas a identificar e analisar uma das galáxias mais primitivas já encontradas. Batizada de LAP1-B, a estrutura existia cerca de 800 milhões de anos após o Big Bang e apresenta a composição química mais simples já registrada entre galáxias do Universo antigo.

 

O estudo, liderado pelo professor Kimihiko Nakajima, da Universidade de Kanazawa, no Japão, foi publicado na revista científica Nature e revelou que a LAP1-B possui uma quantidade extremamente baixa de elementos pesados, conhecidos pelos astrônomos como metais.

 

Logo após o Big Bang, o Universo era formado basicamente por hidrogênio e hélio. Elementos mais complexos, como carbono, oxigênio e ferro, surgiram apenas posteriormente, produzidos e espalhados pelas primeiras gerações de estrelas. Por isso, encontrar galáxias com baixa concentração desses elementos é fundamental para compreender como o Universo evoluiu em seus estágios iniciais.

 

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A observação foi possível graças à alta sensibilidade dos instrumentos infravermelhos e espectrômetros do James Webb. Além disso, um aglomerado de galáxias localizado entre a Terra e a LAP1-B atuou como uma lente gravitacional natural, ampliando a luz emitida pela galáxia e permitindo uma análise detalhada de sua composição química.

 

Os dados revelaram níveis extremamente baixos de oxigênio, indicando que a galáxia foi observada em um estágio muito próximo ao de sua formação. Para os pesquisadores, trata-se de uma evidência rara e valiosa sobre as condições existentes nos primeiros capítulos da história cósmica.

 

Segundo Nakajima, a descoberta representa uma oportunidade única para entender melhor a formação das primeiras galáxias e a evolução química do Universo. A equipe acredita que a mesma metodologia poderá levar à identificação de objetos ainda mais antigos e primitivos, ampliando o conhecimento sobre os processos que deram origem às estruturas cósmicas observadas atualmente.

 

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O resultado reforça o papel do James Webb como uma das principais ferramentas da astronomia moderna, permitindo aos cientistas olhar cada vez mais longe no espaço — e, consequentemente, mais para trás no tempo. 

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