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Esporte no Amazonas
04/11/2020

Jefferson Mascarenhas, 41 anos de um recorde insuperável

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Foto: Divulgação

Jefferson Mascarenhas, 41 anos de um recorde insuperável

Jefferson Mascarenhas, 54, terá para sempre um lugar de destaque na história da icônica Travessia Almirante Tamandaré, que neste ano, vai completar 50 anos de existência. Isso porque, há 41 anos, ele se tornou o atleta mais jovem a vencer a prova. O feito foi registrado no ano de 1979, quando o nadador, à época, tinha apenas 13 anos e dois meses. De lá para cá, a lenda da natação amazonense afirma já ter perdido a conta de quantas vezes já participou da prova e, em todo este tempo, o recorde continua de pé.

 

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A Travessia Almirante Tamandaré será realizada no domingo, 13/12, como parte da programação do Rio Negro Challenge. Além da prova mais tradicional de águas abertas do Norte do Brasil, o Challenge contará ainda com provas de 2 quilômetros e 4 quilômetros. No sábado, 12/12, haverá o tradicional “esquenta” com a disputa do Relay, revezamento no qual equipes formadas por três atletas nadam 500 metros cada um. As inscrições estão abertas no site www.rionegrochallenge.com.br

 

Marca histórica

 

Jefferson conta que participou pela primeira vez da Travessia Almirante Tamandaré, no ano de 1978, edição da prova que foi vencida pelo hoje presidente da Federação Amazonense de Desportos Aquáticos (Fada), Vitor Façanha, o Botinho.

 

“Quando participei pela primeira vez fiquei em quinto lugar. Lógico que eu tinha medo de nadar no rio e tudo, mas no ano seguinte, com 13 anos, venci a prova de ponta a ponta. Eu tinha os mesmos medos que toda a galera tem, porque dentro do rio, a gente imagina um monte de coisa”, admite.

 

O medo das águas escuras do rio Negro foi vencido no ano seguinte, em 1979. E o prêmio foi cravar para sempre o nome na história da natação amazonense. “A sensação que eu tenho até hoje é fantástica por ser o nadador mais novo a vencer a travessia. Tivemos outros atletas com 13 anos vencendo a prova, mas o único a vencer com 13 anos e dois meses de vida fui eu. O fato de o recorde estar mantido até hoje é um motivo de orgulho muito grande para mim”, conta.

 

Preparação

 

Para vencer a prova em 1979, Jefferson contou também com a ajuda de duas outras lendas da natação amazonense, em sua fase de preparação: Alfredo Jacaúna – primeiro nadador amazonense a vencer a Tamandaré, em 1974 -, e o saudoso Kako Caminha. “Na semana da competição fui morar na casa do Kako. A gente fazia um treinamento bem pesado para a prova”, conta.

 

 

Por conta da ralação nos treinos, Mascarenhas admite que entrou como favorito ao título. “A gente sabia que entrava na prova como favorito, mesmo disputando com um nadador campeão da Travessia do Tapajós. Também vinham vários atletas do Brasil, da Marinha, mas me lembro que fizemos um treinamento muito forte, muito árduo, mas a gente tinha realmente a sensação de que seríamos campeões com antecedência, por conta de todo o treinamento. Apesar da pouca idade, a confiança era grande. Na verdade, naquela época, vencia a travessia quem treinava um pouquinho mais”, explica. Um dos treinos diferenciados para época, segundo Mascarenhas, era o realizado na praia da Ponta Negra. “Naquela época a gente fazia mais um trabalho de piscina, porém, o meu treinador, Alfredo Jacaúna, ele me direcionava para treinamentos diretamente na Ponta Negra”, revela.

 

 

Lendas

 

Jefferson também competiu com outras lendas da natação como Paulo Caju – que hoje dá nome ao circuito master realizado pela Aquática Amazonas -, o nadador olímpico Djan Madruga, entre outros. Foram tantas vezes na travessia que ele perdeu as contas, mas estima ter participado em pelo menos 20 edições da prova.


Nadar no rio Negro

 

Aos 54 anos, Jefferson, que também fez história como um dos pioneiros do triathlon no Amazonas, segue na ativa, inclusive participando regulamente do Campeonato Amazonense de Natação. Sua paixão, no entanto, continua sendo as águas escuras e misteriosas do rio Negro. “É engraçado, outro dia, eu estava respondendo para um amigo a pergunta de como é nadar no rio Negro. Quando eu estou nadando no rio Negro tenho a sensação de que estou nadando com um palmar nas minhas mãos e com um pé de pato nos pés. Eu sinto como se aumentasse a dimensão das minhas mãos, dos meus pés. Eu sinto meu ritmo de braçada diferenciado. É mais lento, porém, é uma braçada com mais qualidade. Realmente nadar no rio Negro é uma sensação fantástica, uma coisa maravilhosa! Eu realmente me sinto bem quanto eu estou lá”, finaliza. 

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