No estudo, um grupo de ratos machos passou por uma forma intensiva de jejum intermitente a partir dos dois meses de idade, podendo comer o que quisessem por 24 horas, seguido de 24 horas de ingestão somente de água.
O outro grupo não seguiu nenhuma restrição alimentar. Ambos foram alojados juntos, sem qualquer contato com fêmeas.
Eles foram então apresentados a fêmeas de três meses de idade que foram criadas sem restrições alimentares.
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Os cientistas descobriram que, entre os ratos machos sexualmente ativos, a serotonina estava presente em níveis anormalmente baixos.
"Os machos em jejum tiveram significativamente mais contatos sexuais do que os ratos que podiam comer livremente. Em outras palavras, esses animais tinham uma frequência anormalmente alta de acasalamento e, como resultado, um número anormalmente alto de descendentes para sua idade. O comportamento de acasalamento deles mais do que compensou as limitações fisiológicas relacionadas à idade”, explica Dan Ehninger, líder do grupo de pesquisa no Centro Alemão de Doenças Neurodegenerativas (DZNE) e principal autor do estudo.
Fotos: Reprodução
Os pesquisadores falaram que a serotonina depende do aminoácido triptofano para ser convertida pelo corpo. Mas o triptofano só pode ser obtido por meio da dieta ou liberado pela quebra dos estoques de proteínas do próprio corpo, como aqueles encontrados no tecido muscular.
Dessa forma, quando os níveis de triptofano estão baixos, menos serotonina será produzida.
Especialistas afirmam, entretanto, que apesar das descobertas serem importantes, são necessárias mais pesquisas para descobrir se a redução da serotonina, que aumenta o desejo sexual, também ocorreria com outros tipos de jejum.
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“Atualmente, não está claro se a redução nos níveis de serotonina está ligada ao nosso regime alimentar específico ou também ocorreria com outros tipos de jejum. Estudos futuros precisarão esclarecer isso”, afirma Ehninger.
Fonte: O Globo