Nesta semana, governadora exonerou servidor apontado como operador de esquema com dinheiro público para desgatar o ex-prefeito do Recife
A disputa eleitoral pelo Governo de Pernambuco ganhou um novo capítulo após João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) trocarem acusações envolvendo uma suposta estrutura de perfis nas redes sociais usada para atacar adversários políticos. O caso aumentou a tensão entre os dois candidatos às vésperas do início da campanha eleitoral.
A denúncia aponta para a existência de uma rede de perfis digitais que teria sido utilizada para promover ataques e desgastar adversários de Raquel Lyra. Gravações divulgadas em uma reportagem mostraram Amisadai Andrade da Silva, apontado como figura central do suposto esquema, falando sobre uma rede de perfis e reuniões com integrantes do governo estadual para “desidratar” adversários. O material foi levado às autoridades.
A campanha de João Campos anunciou medidas para levar o caso à Justiça Eleitoral e a órgãos de investigação e controle. A equipe jurídica pretende apresentar uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), além de encaminhar representações ao Ministério Público Eleitoral, Ministério Público Estadual, CGU, TCU e outros órgãos.
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Raquel Lyra nega qualquer envolvimento com uma estrutura de ataques e classificou as acusações como sem provas. A governadora também reagiu divulgando um vídeo antigo em que João Campos aparece cumprimentando Amisadai e questionou a relação entre os dois. A publicação ainda levantou questionamentos sobre recursos destinados pela Prefeitura do Recife a uma empresa ligada ao homem citado nas denúncias.
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João Campos rebateu a governadora e afirmou que Amisadai nunca foi seu amigo nem trabalhou em sua equipe. O candidato acusou Raquel de tentar espalhar informações falsas e afirmou que continuará levando o caso às autoridades. A troca de acusações ocorre em uma eleição marcada pela forte disputa entre os dois candidatos, que aparecem como os principais nomes na corrida pelo comando de Pernambuco.