Relógio, anel e pingente de diamante, mais de R$ 90 mil em espécie, carros, uma van, armas... Os itens apreendidos durante a Operação Errata, deflagrada nesta terça-feira (11) pela Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro, surpreendem.
A ação investiga um suposto esquema de corrupção na rede municipal de ensino de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, que envolveria o desvio de recursos do Fundo Nacional de Educação (Fundeb) para a compra superfaturada e sem licitação de livros didáticos. Os valores chegariam a quase R$ 110 milhões.
Quatro pessoas foram presas na operação: Denis de Souza Macedo (ex-secretário de Educação de Belford Roxo), Dulcileia Angelica Freitas Domingos (ex-subprocuradora-geral de Belford Roxo), Kezia Macedo dos Santos Aleixo (ex-secretária de Educação de Itatiaia) e Marcos Domingos Luiz (ex-secretário de Indústria e Comércio de Belford Roxo).
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Foto:Reprodução
Na casa de Marcos, em Nova Iguaçu, também na Baixada Fluminense, foram encontrados um fuzil, uma pistola, um revólver, três carros, uma van e R$ 18,5 mil em espécie. No mesmo município, outros R$ 27 mil e um carro foram recolhidos em dois endereços.
Na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da capital fluminense, agentes apreenderam um carro, um anel e um pingente de diamante, um relógio e R$ 34.350. No Recreio dos Bandeirantes, na mesma região do Rio, mais um veículo foi apreendido.
Na cidade fluminense de Maricá, foram apreendidos R$ 14.150. No total, 42 mandados de busca e apreensão foram cumpridos na operação, no Rio e também nas cidades de Fortaleza e Recife.
Segundo as investigações, desde 2017, a Secretaria de Educação de Belford Roxo contratava, sem licitação, as editoras IPDH Edições e Editora Soler para fornecer livros à rede municipal.
O pagamento era feito com recursos do Fundeb, mesmo havendo opção gratuita pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), do Ministério da Educação. As investigações apontam superfaturamento, documentos falsos, pagamento de propina para agentes públicos e lavagem de dinheiro.
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A Prefeitura de Belford Roxo afirmou que as irregularidades ocorreram na gestão anterior e disse que colabora com as investigações. A atual administração disse estar revisando todos os contratos, muitos firmados em caráter emergencial. A ex-subprocuradora Dulcileia Domingos foi exonerada no ano passado, mas a data exata não foi informada. O ex-prefeito Waguinho não respondeu aos questionamentos da reportagem.
Fonte:Extra