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Jornalista estrangeira é sequestrada em Bagdá e desaparecimento vira mistério em meio ao caos no Iraque
Foto: Reprodução/ X

De acordo com o site iraquiano The New Region, a jornalista foi identificada como Shelly Kittleson, uma repórter independente com ampla atuação no Oriente Médio

Uma jornalista estrangeira foi sequestrada de forma misteriosa na capital do Iraque, Bagdá, na noite de terça-feira. A informação foi confirmada pelo Ministério do Interior do país, deixando autoridades em alerta e reacendendo o clima de terror que cerca profissionais de imprensa na região.

 

De acordo com o Ministério, a mulher foi levada por “indivíduos desconhecidos”. Desde então, não há qualquer informação concreta sobre seu paradeiro, o que aumenta ainda mais a tensão em um país já marcado por conflitos e violência.

 

As forças de segurança iniciaram uma caçada aos suspeitos e chegaram a interceptar um veículo que seria usado pelos sequestradores. O carro capotou durante a fuga em alta velocidade. Um homem foi preso, mas o sumiço da jornalista continua cercado de dúvidas e silêncio.

 

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Informações divulgadas pelo site iraquiano The New Region apontam que a vítima seria Shelly Kittleson, uma repórter independente bastante conhecida por sua atuação no Oriente Médio. Ela teria sido raptada próximo ao Hotel Baghdad, na rua Al-Saadoun, por um grupo de homens ainda não identificados.

 

Kittleson estava no Iraque para cobrir os desdobramentos da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Ao longo da carreira, já realizou reportagens em áreas de alto risco, incluindo coberturas contra o temido Estado Islâmico.

 

Shelly Kittleson, repórter apontada por veículos iraquianos como vítima de sequestro em Bagdá — Foto: Reprodução: X (@shellykittleson)

Foto: Reprodução/X (@shellykittleson)

 

O caso escancara novamente o perigo enfrentado por jornalistas no Iraque, principalmente freelancers, que vivem sob ameaça constante de sequestros, detenções arbitrárias e violência por parte de grupos armados e milícias.

 

Episódios como esse não são raros. O país segue sendo um dos ambientes mais hostis do mundo para a imprensa, onde desaparecer pode acontecer em questão de segundos.

 

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O histórico recente reforça esse cenário assustador. A pesquisadora Elizabeth Tsurkov, por exemplo, passou mais de dois anos em cativeiro após ser sequestrada por uma facção ligada ao Irã, antes de finalmente ser libertada.

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