Vítima de 18 anos passou por cirurgia após sofrer ferimentos no pescoço e deixou a UTI nesta sexta-feira; investigação busca esclarecer se o crime foi motivado por divergências políticas.
Um jovem de 18 anos, identificado como Eduardo Ronald Ferreira, foi preso na madrugada de segunda-feira sob suspeita de tentar matar a namorada, Clara Thaís Silva Maia, também de 18 anos, no município de Umarizal, no Rio Grande do Norte. A Polícia Civil investiga se o ataque teve motivação política e se está relacionado às comemorações pelo resultado das eleições presidenciais.
Segundo a advogada da vítima, Helena Belmont, Clara teria comemorado a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que teria provocado uma reação do namorado, que apoiava o candidato Flávio Bolsonaro (PL). De acordo com a advogada, o suspeito estaria transtornado com o resultado eleitoral e teria atacado a jovem com golpes de faca durante uma discussão.
Clara estava na residência do namorado quando sofreu ferimentos no pescoço. Ela foi socorrida e encaminhada ao hospital, onde passou por uma cirurgia para tratar as lesões na traqueia. Após permanecer internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a jovem deixou o setor nesta sexta-feira e foi transferida para um quarto da enfermaria.
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De acordo com a Polícia Civil, Eduardo foi preso em flagrante, e a prisão preventiva foi solicitada. Durante os procedimentos policiais, o investigado permaneceu em silêncio.
A mãe da vítima, Monária Maia, afirmou que o jovem participava de passeatas de Flávio Bolsonaro. Embora a família de Clara apoiasse Lula, ela relatou que não havia presenciado comportamentos agressivos do suspeito relacionados a divergências políticas.
O relacionamento entre os dois havia começado cerca de seis meses antes do episódio.
“Espero que ele pague tudo o que ele fez, que a justiça seja feita para minha filha. Agora eu quero que ela se recupere”, declarou Monária.
Segundo a mãe, Clara ainda precisa passar por outros procedimentos médicos e, por enquanto, não consegue falar, emitindo apenas alguns sons. A equipe médica recomendou que a jovem mantenha repouso vocal durante a recuperação.
ADVOGADA APONTA SUSPEITA DE TENTATIVA DE FEMINICÍDIO
Helena Belmont informou que pretende atuar como assistente de acusação no processo e buscar medidas de proteção e acompanhamento multidisciplinar para a vítima, com base na Lei Maria da Penha.
A advogada também afirmou acreditar que o Ministério Público apresentará denúncia por tentativa de feminicídio.
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A Polícia Civil continua investigando as circunstâncias do ataque para esclarecer a dinâmica do crime e verificar se houve motivação política. Até a publicação da reportagem original, a defesa de Eduardo Ronald Ferreira não havia sido localizada.