Denúncias revelam perseguição, conteúdos explícitos e relatos de violência que assustam universitárias
Um jovem de 19 anos, identificado como Nicolas Rabelo Cosendey Muniz, está sendo investigado após diversas denúncias de estudantes da Universidade de Brasília por casos de importunação sexual, perseguição, agressão física e até estupro virtual. O caso vem causando revolta e medo entre alunas, que passaram a compartilhar relatos e provas em grupos para alertar outras possíveis vítimas.
As denúncias chegaram à Polícia Civil do Distrito Federal, que já registrou ocorrências na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam I), na Asa Sul. Segundo as vítimas, o suspeito utilizava principalmente redes sociais para abordar mulheres, enviando mensagens invasivas, conteúdos pornográficos e vídeos íntimos sem consentimento.
Em um dos relatos, uma jovem contou que foi abordada dentro de um ônibus. Após insistência, ela acabou fornecendo seu contato, momento em que começou a receber mensagens de teor sexual e ameaçador. Em uma delas, o suspeito afirmou que teve vontade de sequestrá-la.
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Outro caso chocante envolve uma vítima que nunca teve contato presencial com o jovem. Mesmo assim, ela passou a receber mensagens insistentes. No dia do aniversário dela, ele enviou um vídeo íntimo se masturbando como “presente”, acompanhado de comentários ofensivos e explícitos.

Há ainda relatos de envio constante de vídeos e mensagens com conteúdo sexual, mesmo após negativas claras das vítimas. Algumas afirmam que o comportamento evoluía para xingamentos, humilhações e até agressão física. Uma denunciante relatou ter sido agredida com um soco após se envolver inicialmente com o suspeito.

As vítimas também descobriram, ao compartilhar experiências, que o histórico do jovem pode ser ainda mais extenso, incluindo episódios anteriores de assédio. Diante disso, criaram uma rede de apoio para reunir provas, incentivar novas denúncias e pressionar por providências.

O caso segue sob investigação, e o suspeito ainda não se pronunciou oficialmente. Enquanto isso, estudantes reforçam o alerta para que outras possíveis vítimas procurem as autoridades e registrem ocorrência.
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