Paciente de 22 anos foi atendida pelos bombeiros já com quadro de necrose após picada de aranha-marrom
Uma jovem de 22 anos precisou de ajuda dos bombeiros na tarde desta terça-feira (1/7) em Blumenau. Ela contou aos socorristas ter sido picada no dia anterior por uma aranha-marrom, considerada uma das mais perigosas para os seres humanos, conforme o aracnologista Antonio Brescovit, do Instituto Butantan.
A picada ocorreu em um mamilo da paciente e a região já apresentava necrose, segundo os bombeiros. Quando ela ligou para 193, relatou ainda dificuldades para respirar e dor no peito, mas estava consciente e conseguia caminhar. Ela foi levada ao Hospital Santo Antônio para avaliação médica.
O animal não estava mais no local para confirmar se era de fato uma aranha-marrom, mas, em casos semelhantes, a recomendação é sempre buscar atendimento imediatamente.
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Apesar de ser um animal pequeno, com apenas três centímetros de comprimento, a espécie tem um veneno pode causar necrose no local da picada e até levar à morte, de acordo com o Instituto Butantan. Ela costuma viver atrás de móveis, encostada em paredes, em garagens e porões.
Geralmente, as picadas com a aranha-marrom ocorrem quando ela se esconde entre as roupas nos armários ou enquanto se deslocam nos tetos durante a noite e caem em cima da cama de pessoas que estão dormindo, que podem ser picadas ao se mexer e pressionar o animal — explica Brescovit.
A principal forma de evitar acidentes com aranhas-marrons é adotar medidas preventivas dentro de casa.
Manter os ambientes limpos, inspecionar roupas e calçados antes de usá-los, e vedar frestas ou buracos nas paredes são ações fundamentais. Também é indicado sacudir roupas guardadas por longos períodos antes de vesti-las. Além disso, o uso de telas em janelas e a redução do acúmulo de entulho ou objetos empilhados ajudam a tornar o ambiente menos atrativo para esses animais. A conscientização da população sobre o risco e os cuidados necessários é essencial para evitar novas vítimas, especialmente em regiões onde há maior incidência de casos.
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Em caso de suspeita de picada, é crucial procurar atendimento médico o mais rápido possível. Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, menores as chances de complicações. O uso de soro específico ainda não é amplamente disponível, mas o acompanhamento clínico e o tratamento dos sintomas são fundamentais para o sucesso da recuperação. Os profissionais de saúde destacam a importância de informar ao paciente sobre a evolução dos sintomas e a necessidade de vigilância constante. Além disso, quando possível, capturar a aranha com segurança pode ajudar na identificação do animal e na condução do tratamento, permitindo uma abordagem mais eficaz.
Fonte: Metrópoles