Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Um jovem indígena, provavelmente, do Povo Hi-Merimã apareceu repentinamente na Comunidade Ribeirinha Bela Rosa na mesorregião amazonense do Purus, a dois dias de embarcação da cidade de Lábrea no início desta semana.
O indígena foi encontrado por um morador de prenome “Agenor” durante o banho num igarapé da região. Ele ouviu uma fala estranha de uma pessoa acocorada numa zona de mata que o espiava e parecia pedir ajuda para alguém, disse ele.
Parentes do morador revelaram que o jovem indígena, supostamente, oriundo do tronco linguístico do Povo Hi-Merimã – considerado isolado pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) - gesticula com as mãos indicando que “alguém da sua aldeia havia sido picado de cobra”.
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Com informações entrecortadas, os moradores conduziram o indígena para suas casas. No local, tentaram se comunicar com ele a língua geral usada por outros povos, como os Zuruha (outro povo isolado). Mas foi em impossível estabelecer contato.
Ao redor de um fogão à lenha, o provável indígena Hi-Merimã admirou “o fogo produzido por um isqueiro”. Porém, não conseguiu aprender a acionar o equipamento. Admirado, então, passou a gesticular com as mãos em direção à mata de onde saiu.
Tendo todas suas manifestações gravadas pelos moradores da Comunidade, o vídeo e os áudios foram enviados aos parentes na cidade de Lábrea. Na sequência, alguém da Coordenadoria Regional da Funai confirmou que “o jovem indígena pertenceria ao Povo Hi-Merimã que habita regiões do município de Lábrea e parte de Pauini, no rio Purus”.
A reportagem tentou contato com a Coordenadoria Regional da Funai na Capital Manaus, mas, isso não foi possível até ao fechamento desta edição. Desta feita, moradores da região onde o índígena foi encontrado, informaram que “indigenistas antropólogos da Funai se encontram numa base da região”.
- E a Funai local restringiria contatos com a população branca, acrescentaram.
CURIOSIDADE
A Terra Indígena do Povo Hi-Merimã, a exemplo dos demais povos indígenas que habitam, secularmente, a mesorregião amazonense do Purus, “também é cobiçada por madeireiros e fazendeiros que atuam ilegalmente nos estados de Rondônia, Acre e no próprio território do Amazonas, respectivamente”.
Segundo indigenistas, os Hi-Merimã, no passado, já mantiveram contato com a civilização. Mas devido às ameaças a seu território “se isolam cada vez mais da população”, garantiu um ex-servidor da Funai que atua em uma das bases de contato do lado amazonense do Rio Purus.
A Terra Indígena (TI) do Povo Hi-Merimã, segundo dados extraídos de relatórios da Coordenadoria Regional da Funai no Médio Purus, foi demarcada em 2005 e mede 678.365 hectares, dispondo ainda de rica fauna e flora quase totalmente inexploradas onde os Hi-Merimã se manteriam isolados.
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