Amanda Mack havia descoberto anemia aplásica severa dois meses antes e se preparava para um transplante de medula óssea
A jogadora de vôlei americana Amanda Mack, de 20 anos, morreu na noite de quarta-feira (16), dois meses após ser diagnosticada com anemia aplásica severa, uma doença rara que compromete a produção de células sanguíneas pela medula óssea. A morte da atleta foi confirmada por meio de uma publicação nas redes sociais.
Natural da Flórida, nos Estados Unidos, Amanda começou a ganhar destaque no esporte durante sua passagem pela IMG Academy. Em 2022, a atleta chegou a ser indicada ao prêmio de Jogadora do Ano do Esporte Escolar da USA Today.
No vôlei universitário, Mack defendeu a Universidade de Cincinnati, onde participou de duas partidas, e posteriormente atuou pela Eastern Kentucky. Na última temporada pela instituição, entrou em quadra em 29 jogos e foi titular em 26 deles.
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Em maio deste ano, a jogadora anunciou que havia decidido se transferir para o Holy Cross, em Massachusetts, onde pretendia dar continuidade à carreira esportiva.
A rotina da atleta, porém, mudou após o diagnóstico. Em julho, Amanda contou aos seguidores que havia sido diagnosticada com anemia aplásica severa. Antes de iniciar o tratamento, precisou passar por duas cirurgias de emergência.
Segundo o relato publicado pela própria jogadora, ela acordou certa manhã se sentindo mal e com uma forte dor de cabeça. Pouco tempo depois, desmaiou e precisou ser levada às pressas para um hospital, onde foi considerada em estado crítico.
“Minha hemoglobina estava em 4 e minhas plaquetas em 1. Eu estava em estado crítico”, relatou Mack em uma publicação feita em 13 de julho.
Inicialmente, os médicos chegaram a suspeitar de leucemia. No entanto, exames e duas biópsias da medula óssea confirmaram o diagnóstico de anemia aplásica severa.
A doença ocorre quando a medula óssea deixa de produzir quantidade suficiente de células sanguíneas. De acordo com informações médicas, o quadro pode provocar cansaço intenso, infecções e sangramentos, além de apresentar diferentes níveis de gravidade.
Como parte do tratamento, Amanda seria submetida a seis ciclos de quimioterapia e a uma sessão de radiação corporal total antes de realizar um transplante de medula óssea.
A atleta foi internada no Tampa General Hospital em 11 de agosto para dar continuidade ao tratamento. Mesmo diante da gravidade do quadro, ela compartilhava com os seguidores a expectativa de realizar o transplante e retornar às quadras.
“Depois que eu for transplantada, as células doadoras começarão a reconstruir meu sistema imunológico. Vai levar vários meses para voltar a ser como estava antes, porém, vou voltar melhor do que nunca!”, afirmou a jogadora em uma das publicações.
Durante o período de tratamento, Mack também pretendia continuar relatando nas redes sociais as etapas da recuperação e os desafios enfrentados durante a luta contra a doença.
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A morte da jovem atleta interrompeu uma trajetória que vinha sendo marcada pela ascensão no vôlei universitário e pela expectativa de continuidade da carreira esportiva.