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Jovem que planejava massacre em escola ameaçou garota de morte. VEJA VÍDEO
Foto: Reprodução

Se você entrar no nosso caminho, eu te mando para o inferno, entendeu?, disse o jovem em ameaça à garota

Um dos adolescentes que planejava fazer massacre em escola pública do Distrito Federal chegou a ameaçar uma jovem de morte por supostamente interferir na amizade da dupla que bolava o plano macabro.


Em um dos vídeos ao qual o Metrópoles teve acesso, o jovem aparece bastante revoltado gravando um recado agressivo e fazendo graves ameaças contra a garota que seria a ex-namorada de um deles.


Nas imagens gravadas pelo próprio autor, o menor se refere à menina com termos misóginos, como “piranha”, “vagabunda”, “puta”, “vadia” e “imunda”.

 

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Após proferir inúmeras ofensas em poucos segundos de vídeo, o adolescente a ameaça de morte e faz referência ao pai da jovem, que teria morrido. “Se você entrar no nosso caminho, eu te mando para o inferno, você entendeu? Vou te mandar para onde seu pai está e para onde todos nós vamos: para o colo de satanás”.


O garoto ainda faz uma breve menção à polícia durante a sua mensagem. “Não venha mostrar essa porra para a polícia, porque ela não vai fazer porra nenhuma, porque eu não faço nada de errado, ao contrário de você, que diz que todos os seus ex-namorados te estupraram”, diz ele.

 

A alteração do jovem se torna ainda maior no fim do vídeo, quando ele detalha o que faria com a garota, caso ela entrasse em contato com a dupla. “Se você se atrever a mandar mensagem para nós, eu vou na porra da sua casa, vou pegar a porra de uma espingarda e vou estourar sua cabeça, sua ‘vadiazinha imunda'”, ameaçou.

 


Esse não foi o primeiro discurso de ódio da dupla contra mulheres. Em outra ocasião, um deles narrou em conversas que chegou a jogar pedras na casa de outra garota.

 

No material exposto, os jovens também narra planos de pichar um pentagrama na casa de uma garota que faria 15 anos.


Após o conteúdo gravado por eles planejando o massacre ser exposto por uma adolescente argentina, um deles teria entrado em contato com ela pedindo desculpas e solicitando que apagasse o “exposed” feito nas redes sociais.

 

 

ENTENDA O CASO

 

 

Dois adolescentes de 17 anos que estudavam no segundo ano do ensino médio planejavam fazer um massacre em uma escola pública do Distrito Federal.


O plano dos dois menores de idade teria chegado à direção das escolas onde os alunos estudavam e encaminhado à Polícia Civil (PCDF).


A dupla propagava discursos de ódio contra mulheres, negros e gays, além de fazer apologia ao nazismo através de um site criado por eles.


Além de utilizar a plataforma para compartilhar todos os seus planos, os jovens utilizavam o aplicativo do TikTok para impulsionar e fazer o marketing para aumentar o alcance do site. Algumas contas chegaram a ser banidas pela rede social por conter discurso de ódio.


Entre o fim de 2024 e junho de 2025, os jovens teriam gravado e publicado cerca de 10 fitas para narrar todo os preparativos antes do massacre marcado para o dia 20 de setembro, chamado por eles de “dia zero”. Os arquivos teriam sido apagados ainda em junho deste ano.


Uma menor de idade que mora na Argentina começou a ter contato com a dupla através de uma comunidade que compartilhava conteúdo de “true” crime, onde pessoas compartilham casos de crimes reais. Por não ter o português como a língua nativa, a jovem não entendia a gravidade das falas.

 


A adolescente argentina passou a compreender o idioma brasileiro após um tempo e ao rever os vídeos, passou a entender a gravidade daquilo que era falado por ambos. Depois de tomar conhecimento, ela conseguiu baixar o material criminoso antes da dupla apagar o site, junto todas as provas em documento e enviar para pessoas próximas dos jovens.


Nos vídeos feitos por eles, os estudantes do ensino médio aparecem manuseando as armas caseiras fabricadas por eles e descrevem os planos de abrir fogo contra pessoas na escola onde estudavam.


Policiais civis da Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCEV) detiveram um dos adolescentes suspeitos de planejar fazer um massacre em uma escola pública do Distrito Federal e cumpriram mandados de busca e apreensão.


Os planos dos adolescentes de 17 anos, que estão no 2º ano do ensino médio, foram divulgados em primeira mão pelo Metrópoles. A região administrativa e o endereço da escola não foram informados para não gerar pânico na população.


Os adolescentes de 17 anos que planejavam executar um massacre em uma escola nutriam ódio pelo presidente Lula e pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Em mais de uma ocasião, os adolescentes ofenderam o chefe do Executivo e também os seus eleitores.

 


Em áudio obtido pelo Metrópoles, um dos estudantes do 2º ano do ensino médio enaltece discursos de Adolf Hitler e critica o presidente Lula ao imitá-lo de forma pejorativa e chamá-lo de “filho da puta”. Além disso, os jovens disseram que pretendiam jogar uma bomba no centro da cidade.

 

FABRICAÇÃO DE ARMAS E EXPLOSIVOS

 

Os estudantes do ensino médio gravaram vídeos em que aparecem manuseando as armas caseiras fabricadas por eles e descrevem os planos de abrir fogo contra pessoas na escola onde estudavam.


O outro adolescente chega a falar que pensou em fazer o massacre no dia 20 de setembro, na data do aniversário de 18 anos do amigo. “Que tal fazermos no seu aniversário? O seu presente vai ser atirar em preto e matar gente”, relata.

 

Ainda no mesmo vídeo, o garoto revela planos de comprar armas. “A gente quer comprar armas no mercado negro, mas não sabemos ainda como entrar nesse meio”.


No mesmo vídeo, os dois seguem manuseando armas e reafirmam o desejo e ambição por matar outras pessoas. “Só preciso de armamento porque aí eu só vou matar ‘de boa’. Quem invade escola de faca, é imbecil”, dizem os dois jovens.


O Metrópoles teve acesso a vários vídeos e conversas que mostram os jovens fabricando armas e explosivos caseiros com a intenção de atirar e matar pessoas, especialmente pessoas negras e mulheres. O rosto, a voz e a identidade foram preservadas pelo fato dos suspeitos serem menores de idade.

 

 


Após ser alertada pela Secretaria de Educação, a PCDF iniciou o monitoramento de redes sociais e investigação, constatando inicialmente que não havia risco iminente, pois a mãe de um dos adolescentes havia descoberto e repreendido o filho.

 

Dentre os materiais apreendidos divulgados pela PCDF, estão uma bandana de caveira e um caderno com desenhos de armas.

 

Um dos adolescentes já se encontra em tratamento psiquiátrico. O outro foi encaminhado à Delegacia da Criança e do Adolescente II (DCA II) para as providências cabíveis.

 

Fotos:Reprodução

 

Os aparelhos apreendidos serão submetidos à perícia, e a investigação prossegue com o objetivo de identificar possíveis conexões com grupos e prevenir novos riscos.

 

A DPCEV orienta os pais e responsáveis a acompanharem os conteúdos acessados por seus filhos na internet e reforça que permanece à disposição para recebimento de alertas e denúncias.

 

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O caso seguirá sendo investigado pela Polícia Civil.

 

Fonte:Metropóles


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