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Jovem relata luta contra doença rara que transformava cheiros e sabores em odor de decomposição
Foto: Divulgação

Durante três gestações, americana enfrentou a parosmia, condição que alterou drasticamente sua percepção dos alimentos e impactou sua qualidade de vida.

O que deveria ser um período especial na vida de Bella Davis acabou se tornando um grande desafio. A jovem norte-americana, hoje com 21 anos, desenvolveu uma condição rara chamada parosmia durante a gravidez da primeira filha, aos 17 anos, passando a sentir cheiros e sabores de forma completamente distorcida.

 

Moradora do estado de Utah, nos Estados Unidos, Bella contou que, desde o início da gestação, praticamente todos os alimentos, bebidas e aromas passaram a ter o mesmo cheiro e gosto desagradáveis, semelhantes ao de matéria em decomposição.

 

A alteração sensorial foi tão intensa que ela perdeu o interesse por comer e até por beber água. Durante cerca de três meses, precisou receber nutrição por via intravenosa, já que não conseguia tolerar o cheiro dos alimentos.

 

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Após o nascimento da primeira filha, os sintomas diminuíram significativamente. No entanto, a melhora foi temporária. Em novas gestações, a parosmia voltou a se manifestar, repetindo o ciclo de dificuldades e limitações.

 

Além dos problemas alimentares, Bella relatou que também passou a evitar perfumes, sabonetes, velas aromáticas e outros produtos com fragrâncias, que se tornaram praticamente insuportáveis para ela.

 

As consequências da condição afetaram sua saúde de forma ampla. Devido à dificuldade para se alimentar adequadamente, a jovem desenvolveu quadros de anemia e hipoglicemia, o que impactou sua rotina e os cuidados com os filhos.

 

A parosmia é uma alteração do olfato que faz com que o cérebro interprete odores de maneira incorreta. Entre as causas mais comuns estão infecções virais, traumatismos cranianos e algumas doenças neurológicas. A condição ganhou maior visibilidade após a pandemia de Covid-19, quando muitos pacientes passaram a relatar mudanças semelhantes na percepção dos cheiros.

 

Os tratamentos variam de acordo com cada caso e podem incluir treinamento olfativo, mudanças ambientais e até procedimentos médicos específicos. Bella chegou a realizar uma terapia que utilizava anestésicos aplicados em nervos da região do pescoço, mas afirmou que o método não trouxe resultados.

 

Depois de anos convivendo com o problema, a jovem conta que decidiu aceitar a condição. Segundo seu relato, foi a partir desse momento que começou a perceber uma melhora gradual dos sintomas.

 

Há cerca de seis meses, Bella afirma que voltou a sentir os sabores e aromas de forma mais próxima do normal. A recuperação permitiu que ela retomasse hábitos simples do dia a dia, como apreciar refeições e experimentar alimentos que antes eram impossíveis de consumir.

 

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Hoje, a americana celebra cada pequena conquista relacionada ao paladar e ao olfato, descrevendo a experiência de voltar a sentir o gosto real dos alimentos como uma das maiores alegrias de sua vida. 

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