A treinadora afegã Khadija Ahmadzada, de apenas 22 anos, foi presa pelo regime Talibã por ministrar aulas clandestinas de taekwondo a meninas, em uma ação que reforça as severas restrições impostas às mulheres no país. A prática esportiva feminina é totalmente proibida pelo grupo fundamentalista desde que retomou o poder, em 2021.
Segundo informações divulgadas por ativistas e organizações de direitos humanos, Khadija continuava ensinando a modalidade de forma secreta, oferecendo treinamento a meninas que, oficialmente, estão impedidas de frequentar academias, praticar esportes ou participar de atividades físicas organizadas.
A prisão da jovem treinadora evidencia o endurecimento da repressão contra mulheres que desafiam as regras do regime. Desde o retorno do Talibã ao comando do Afeganistão, mulheres e meninas enfrentam uma série de proibições, incluindo o acesso à educação, ao trabalho, ao lazer e ao esporte, sob justificativas religiosas e culturais impostas pelo governo.
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Khadija Ahmadzada é considerada um símbolo de resistência entre jovens afegãs por defender o direito das meninas à prática esportiva e à autonomia corporal. Sua detenção gerou preocupação internacional e reacendeu críticas de entidades que denunciam violações sistemáticas dos direitos humanos no país.
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Até o momento, o Talibã não divulgou detalhes sobre o local de detenção nem sobre possíveis acusações formais contra a treinadora. Organizações internacionais pedem sua libertação imediata e alertam para o agravamento da situação das mulheres no Afeganistão.