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Julgamento de Jairinho e Monique Medeiros pela morte de Henry Borel é retomado no Rio de Janeiro
Foto: Redes Sociais

Henry Borel julgamento começa nesta segunda (25) e deve durar 10 dias

Será retomado nesta segunda-feira (25) o julgamento do ex-vereador Jairinho e de Monique Medeiros, réus pela morte do menino Henry Borel. A sessão acontece no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio de Janeiro, sob condução da juíza Elizabeth Machado Louro.

 

A decisão sobre eventual condenação ou absolvição ficará a cargo dos jurados que compõem o Conselho de Sentença. Durante o julgamento, serão ouvidas testemunhas de acusação e defesa, além de peritos e dos próprios acusados. Ao todo, 26 testemunhas foram arroladas no processo.

 

Entre os nomes indicados pelo Ministério Público estão o pai de Henry, Leniel Borel, delegados responsáveis pela investigação, peritos e ex-namoradas de Jairinho que relataram supostos episódios anteriores de violência.

 

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Jairinho e Monique respondem por crimes como homicídio, tortura e coação de testemunhas. O julgamento havia sido iniciado anteriormente, mas foi suspenso após a defesa do ex-vereador abandonar a sessão alegando falta de acesso completo às provas do processo. Na ocasião, a magistrada classificou a atitude como uma tentativa de adiar o júri.

 

O caso ocorreu em 8 de março de 2021, quando Henry, então com 4 anos, morreu no apartamento onde morava com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Segundo as investigações, a criança chegou sem vida ao hospital. Laudos do Instituto Médico-Legal apontaram 23 lesões provocadas por agressão física extrema e hemorragia interna, descartando hipótese de acidente.

 

A acusação sustenta que Henry foi vítima de agressões praticadas de forma repetida por Jairinho e que Monique teria se omitido diante das violências sofridas pelo filho. Os promotores também afirmam que os réus tentaram dificultar as investigações e intimidar testemunhas

 

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Já a defesa de Jairinho nega a autoria do homicídio e afirma que as lesões poderiam ter sido causadas durante tentativas de reanimação médica ou por uma queda acidental. A defesa de Monique argumenta que ela era manipulada pelo ex-vereador e desconhecia as agressões contra Henry.
 

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