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Julgamento do Caso Henry Borel tem depoimento emocionante e defesa da mãe da criança
Foto: Divulgação

Irmão de Monique Medeiros afirma acreditar na inocência da irmã e relata desespero dela após a morte de Henry durante julgamento no Rio.

O sexto dia de julgamento de Jairinho e Monique Medeiros, acusados pela morte do menino Henry Borel, foi marcado por um depoimento carregado de emoção e por novos debates entre acusação e defesa no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.

 

A primeira testemunha ouvida neste sábado (30) foi Bryan Medeiros da Costa e Silva, irmão de Monique. Durante o depoimento, ele relatou como a irmã reagiu ao receber a notícia da morte do filho, em março de 2021.

 

Segundo Bryan, Monique ficou profundamente abalada e chegou a manifestar o desejo de tirar a própria vida para “ficar perto de Henry”. De acordo com ele, familiares precisaram intervir para evitar uma tragédia ainda maior naquele momento.

 

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Ao longo das mais de sete horas de depoimento, Bryan também defendeu a inocência da irmã e afirmou acreditar que ela não tinha conhecimento das agressões que teriam sido praticadas contra o menino.

 

Durante o interrogatório, a defesa de Jairinho questionou a testemunha sobre pontos da investigação e sobre possíveis contradições nos laudos periciais. Os advogados também voltaram a sustentar a tese de que houve irregularidades na condução das investigações do caso.

 

Bryan, no entanto, reafirmou sua convicção de que Jairinho foi o responsável pelas agressões que resultaram na morte da criança. Ele destacou ainda relatos atribuídos à babá da família, que teria informado episódios de violência envolvendo o então vereador e o menino.

 

O Ministério Público também questionou a testemunha sobre a postura de Monique diante dos sinais de agressão. A acusação sustenta que a mãe teria ignorado alertas e protegido Jairinho mesmo diante de indícios de violência contra o filho.

 

Em resposta, Bryan afirmou que a irmã jamais seria conivente com qualquer agressão contra Henry e alegou que ela vivia um relacionamento abusivo, sem perceber a gravidade da situação.

 

A sessão chegou a ser interrompida momentaneamente após a juíza Elizabeth Machado Louro passar mal durante os trabalhos. Após atendimento médico, o julgamento foi retomado normalmente.

 

Outra testemunha aguardada para depor era a ex-babá de Henry, Thayná de Oliveira Ferreira. No entanto, a oitiva acabou sendo adiada. A defesa informou que ela pretende se retratar de declarações prestadas anteriormente à polícia, onde apresentou versões diferentes sobre os fatos.

 

Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, aos quatro anos de idade, após dar entrada em um hospital da Barra da Tijuca com múltiplas lesões internas. Jairinho e Monique respondem por crimes como homicídio triplamente qualificado, tortura, fraude processual, coação no curso do processo e falsidade ideológica.

 

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O julgamento segue com a expectativa de novos depoimentos e pode ser decisivo para esclarecer as circunstâncias da morte da criança, um dos casos de maior repercussão da história recente do país. 

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