Órgão civil estima tempo de vida com base em análise forense de larvas; informação foi passada pela irmã
A Polícia Civil do Rio de Janeiro estimou que Juliana Marins, 26 anos, sobreviveu por cerca de 32 horas após sofrer uma queda durante uma trilha no Monte Rinjani, na ilha de Lombok, Indonésia.
A informação foi divulgada nesta sexta-feira (11) pelo jornal O Dia, que participou da coletiva de imprensa na sede da Defensoria Pública da União, no Centro do Rio. A estimativa foi feita a partir da análise de larvas encontradas no corpo da publicitária, natural de Niterói, Rio de Janeiro.
Segundo o médico perito Reginaldo Franklin, o tempo de eclosão dos ovos permitiu calcular o intervalo entre o acidente e o óbito. A queda ocorreu em 21 de junho. A morte foi confirmada em 24 de junho, após a chegada de equipes de resgate.
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Juliana foi localizada ainda com vida por turistas espanhóis, que registraram imagens com celulares e drones. Nas imagens, ela aparece sentada em uma encosta, com dificuldades para se levantar. Os registros serviram de referência para as buscas, que se estenderam por dois dias.Em 23 de junho, uma equipe de sete socorristas alcançou uma área próxima ao local da queda, mas montou acampamento por causa das condições adversas. O resgate foi concluído na manhã do dia seguinte.
O laudo do IML(Instituto Médico Legal) do Rio de Janeiro, concluído em 8 de julho, apontou hemorragia interna provocada por politraumatismo e lesões em múltiplos órgãos como causa da morte. A análise indicou fraturas no fêmur e na bacia, lesões no cérebro, fígado e rins, além de ferimento na testa compatível com colisão contra pedras.
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O impacto foi classificado como de alta energia cinética. De acordo com o perito Nelson Massini, responsável por revisar a necropsia, a morte foi caracterizada por sofrimento prolongado. Antes de ser repatriado, o corpo passou por autópsia na Indonésia, onde um legista local estimou sobrevida de cerca de 20 minutos após os traumas, sem apontar se a causa foi a primeira ou uma possível segunda queda. A divergência entre os laudos foi atribuída à dificuldade em obter dados precisos após o embalsamamento do corpo.
Fonte: Potal IG