O Ministério Público do Amazonas (MPAM), por meio da Promotoria de Justiça de Juruá, instaurou inquérito civil para investigar um possível desvio de recursos públicos do município envolvendo contratos com empresas de suprimentos de informática e produtos alimentícios. A apuração teve início a partir de uma Notícia de Fato registrada pelo órgão.
Segundo os elementos reunidos até o momento, a Prefeitura de Juruá, durante a gestão do ex-prefeito José Maria Rodrigues da Rocha Júnior, teria realizado pagamentos milionários à empresa TAC Comércio de Suprimentos de Informática LTDA. Parte dos valores teria sido posteriormente repassada às empresas JC Barão dos Santos Comércio de Produtos Alimentícios LTDA e C.V. da Silva Fonseca.
A Promotoria investiga se esses repasses tiveram contrapartida econômica compatível com as atividades e a capacidade operacional das empresas envolvidas. A apuração também menciona relatos de saques em dinheiro realizados em agências bancárias de Carauari. Caso sejam confirmadas irregularidades, os fatos poderão configurar, em tese, atos de improbidade administrativa e outros ilícitos.
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Para avançar na investigação, o MPAM determinou que a Secretaria Municipal de Finanças de Juruá apresente, no prazo de 15 dias úteis, documentos referentes aos empenhos, liquidações e pagamentos feitos à TAC Comércio de Suprimentos de Informática em 2024, incluindo as respectivas fontes de recursos. A prefeitura também deverá encaminhar os processos licitatórios e contratos firmados com a empresa.
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O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) foi acionado para fornecer relatórios de inteligência financeira sobre as movimentações das empresas e pessoas citadas no procedimento. O MPAM também solicitou apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) para analisar as movimentações bancárias e societárias relacionadas ao caso.