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13/02/2020

Justiça determina que corpo de Adriano da Nóbrega vá para IML

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Foto: Reprodução

Objetivo é manter o corpo conservado para futuros exames

O Tribunal de Justiça do Rio determinou que o corpo do miliciano Adriano da Nóbrega, morto no último domingo, seja levado para o Instituto Médico Legal (IML). A decisão atende ao pedido feito pela companheira do ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Julia Mello. O objetivo é manter o corpo conservado para futuros exames.


"Oficie-se ao Instituto Médico-Legal, órgão da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, para que providencie, no prazo impreterível de 24 horas, o traslado e a conservação do corpo do acusado Adriano da Nóbrega em câmera de refrigeração apropriada, de forma a evitar o perecimento do corpo do acusado, mormente diante da notícia amplamente divulgada na mídia de pedido de cremação formulado no Plantão Judiciário da Justiça fluminense e também diante das informações contidas nos itens 15 e 16 da petição em análise, que ressalta a inadequação do lugar de guarda do cadáver", destacou o magistrado Guilherme Schilling Pollo Duarte, na decisão.


Nesta quarta-feira, o Tribunal negou a cremação do corpo do milicianoA família do ex-capitão da PM fez o pedido através de uma liminar, que não foi concedida pela juíza Maria Izabel Pena Pieranti, do plantão judiciário. O juiz Gustavo Kalil, do 4º Tribunal do Júri, também proibiu que o corpo do miliciano seja cremado. A decisão foi tomada no processo referente à Operação Intocáveis, do Ministério Público estadual.

 

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Ao Estado, o advogado Paulo Emilio Catta Preta, que defendia Adriano, afirmou ter recebido uma ligação de seu cliente na quarta, 7. O ex-PM disse que que tinha "certeza" de que queriam matá-lo para "queimar arquivo". A viúva do miliciano também fez o mesmo relato.

 

Após a morte, Mônica Benício, viúva da ex-vereadora Marielle Franco, e o PSOL, cobraram explicações sobre a morte de Adriano. O partido vai pedir uma audiência com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia para cobrar esclarecimentos sobre a morte.

 

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O capitão Adriano estava foragido desde a Operação Os Intocáveis, deflagrada em janeiro de 2019, contra uma milícia que atua em Rio das Pedras, comunidade pobre da Barra da Tijuca. De acordo com a Promotoria do Rio, o grupo atuava na grilagem de terras, na compra, venda e aluguel irregular de imóveis, na cobrança de taxas da população local e na receptação de mercadoria roubada, entre outros crimes. A Receita Federal chegou a fazer uma parceria com a Promotoria do Rio para compartilhar dados fiscais colhidos na Operação Os Intocáveis, com o fim de também elucidar o suposto esquema de desvio de salários. 

 

O Dia

 

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