Decisão destaca que a advogada Jéssica Nascimento de Sousa, que denunciou líder religioso, tinha plena capacidade e mantinha relação afetuosa com o réu, sem evidências de manipulação religiosa
A Justiça do Rio de Janeiro absolveu Paulo Roberto Silva e Souza, conhecido como Padrinho Paulo Roberto, das acusações de violação sexual envolvendo uma ex-seguidora da doutrina do Santo Daime. Na decisão, o Judiciário entendeu que a relação mantida entre os dois ocorreu de forma consensual.
O líder religioso, de 76 anos, havia sido denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por suposta violação sexual mediante fraude e violência psicológica. A acusação afirmava que ele teria utilizado sua posição espiritual para influenciar uma ex-assistente pessoal entre os anos de 2022 e 2023.
Durante o julgamento, a defesa sustentou que o relacionamento entre Paulo Roberto e a mulher aconteceu de maneira voluntária, sem qualquer imposição ou coação. Ao analisar o caso, a Justiça concluiu que não ficaram comprovados os elementos necessários para caracterizar o crime apontado pelo Ministério Público.
Veja também

PF mira ex-dirigentes de instituto previdenciário em nova operação ligada ao Banco Master
Supermercados começam a retirar produtos da Ypê das prateleiras após decisão da Anvisa
Segundo a decisão, mensagens, depoimentos e demais provas apresentadas ao longo do processo indicaram existência de vínculo afetivo e consentimento entre as partes. O entendimento judicial afastou a tese de abuso decorrente da posição religiosa ocupada pelo líder daimista.
O caso ganhou grande repercussão após outras mulheres relatarem situações semelhantes envolvendo o dirigente espiritual. Mesmo assim, o processo analisado pela Justiça tratava especificamente da denúncia apresentada pela ex-assistente pessoal do religioso.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.