Comandante acusado pelas mortes de três passageiros é ouvido em etapa que reúne provas e depoimentos para o andamento da ação criminal.
A Justiça realiza nesta quinta-feira (20) a audiência de instrução do processo criminal que apura o naufrágio da embarcação Lima de Abreu 15, ocorrido no Rio Negro. A etapa é destinada à coleta de depoimentos de testemunhas e à produção de provas que irão subsidiar a decisão sobre um possível julgamento do comandante pelo Tribunal do Júri.
O comandante Pedro José da Silva Gama, de 43 anos, responde por homicídio qualificado pelas mortes de Samila de Souza, de 3 anos, Fernando Cortez, de 39, e Lara Bianca, de 22 anos. Ele está preso preventivamente desde 16 de março, quando se apresentou às autoridades.
Na véspera da audiência, familiares das vítimas e sobreviventes promoveram uma manifestação na Balsa Amarela, em Manaus, cobrando respostas sobre o caso. O grupo também reivindicou que a embarcação seja retirada do fundo do rio, onde ainda podem estar corpos de pessoas que seguem desaparecidas.
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A tragédia aconteceu em 13 de fevereiro, nas proximidades do Encontro das Águas, durante uma viagem entre Manaus, Novo Aripuanã e Tefé. O acidente deixou três mortos confirmados, cinco desaparecidos e 71 passageiros resgatados com vida.
Paralelamente à ação penal, a Marinha do Brasil concluiu o inquérito administrativo sobre o naufrágio e encaminhou o relatório ao Tribunal Marítimo, responsável por avaliar possíveis infrações às normas de segurança da navegação e definir eventuais responsabilidades administrativas.
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A possibilidade de ampliação da denúncia criminal dependerá do andamento das investigações e da emissão oficial dos atestados de óbito das pessoas que permanecem desaparecidas.