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Política no Amazonas
Justiça condena funcionários ligados à Fametro por esquema com dinheiro da Seduc para pagar contas de energia
Foto: Divulgação

Processo aponta que faturas privadas foram incluídas entre despesas de imóveis alugados pelo governo do Amazonas para abrigar escolas; caso volta a repercutir em meio a questionamentos sobre empresas ligadas à Fametro.

A Justiça do Amazonas condenou cinco réus em um processo que apurou um esquema de pagamento de contas particulares de energia elétrica com recursos da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Segundo a ação penal, faturas privadas teriam sido incluídas entre despesas destinadas ao pagamento de energia de imóveis alugados pelo governo estadual para o funcionamento de escolas.

 

Conforme o processo nº 0210581-22.2011.8.04.0001, Cristiano Lúcio Torres Lira foi condenado a quatro anos, seis meses e cinco dias de reclusão por peculato continuado. Já Milton Braga Rola Neto recebeu pena de cinco anos e cinco meses por peculato e corrupção passiva.

 

Outros três réus também foram condenados. De acordo com as informações divulgadas, os condenados têm direito de recorrer em liberdade.

 

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A repercussão do caso ocorre em meio a questionamentos sobre a situação financeira de empresas ligadas à candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo (PL), associada ao grupo mantenedor da Fametro.

 

Segundo informações atribuídas ao reitor do Ciesa, Waldery Areosa, as operações financeiras relacionadas ao grupo somariam aproximadamente R$ 193 milhões. Em 2026, uma notificação da Oliveira Trust apontou o descumprimento de uma obrigação financeira com vencimento em maio.

 

As informações citadas não detalham, por si só, a composição desse montante nem estabelecem uma relação direta entre essas questões financeiras e o processo criminal envolvendo recursos da Seduc.

 

GRUPO TAMBÉM FOI CITADO EM OUTRAS CONTROVÉRSIAS

 

A instituição também foi alvo de questionamentos relacionados a uma ligação clandestina de água identificada em 2014. Em 2024, veio a público uma informação sobre uma dívida de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) estimada em cerca de R$ 12 milhões.

 

Os episódios voltaram a alimentar discussões sobre a gestão financeira e administrativa de empresas associadas ao grupo, em um momento de movimentação política no Amazonas.

 

O Portal O Jornalista Baré informou que mantém espaço aberto para que Maria do Carmo, a Fametro e os demais citados apresentem esclarecimentos ou exerçam o direito de resposta.

 

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As informações sobre as condenações e os demais episódios devem ser consideradas conforme os respectivos processos e registros oficiais. A possibilidade de recorrer em liberdade não elimina a condenação em primeira instância, caso seja essa a fase processual, e o andamento dos recursos pode influenciar o desfecho definitivo. 

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