O corpo de Ronni foi encontrado dias depois de seu desaparecimento e denúncia da família que procurou a polícia
Passados seis anos do crime, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) obteve a condenação de dois envolvidos pela morte de Ronniery Nascimento Rodrigues, vulgo "Ronni", em 2018, em área de mata na Comunidade União, bairro do Parque 10, Zona Centro-Sul de Manaus.
As penas ultrapassam 30 anos de reclusão para cada acusado, resultado do julgamento realizado pelo 3º Tribunal do Júri da Capital, sob atuação do promotor de Justiça Elanderson Lima Duarte.
Foram condenados Marco Aurélio de Moraes Pinheiro Júnior e Mohamed Bashir Júnior. O primeiro recebeu pena de 30 anos e 185 dias-multa, enquanto o segundo cumprirá 32 anos, quatro meses e 215 dias-multa, ambos em regime inicialmente fechado.
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De acordo com a denúncia oferecida pelo MPAM, o crime ocorreu em 25 de janeiro de 2018, na Comunidade União. A vítima foi acusada por integrantes de uma organização criminosa de colaborar com a polícia e, por esse motivo, foi levada a uma área de mata, onde foi julgada e executada pelo grupo.

DRCO atuou com investigação e colabou paa encontro
do corpo de "Ronni" que estava torturado e decapitado
no Buritizal (Fotos: Divulgação)
As investigações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) revelaram que "Ronni" foi espancado, esfaqueado e decapitado, sendo posteriormente enterrado em uma região de floresta conhecida como “buritizal”.
O corpo foi encontrado dias depois, após diligências conduzidas pela polícia.
Com base nas provas apresentadas, o Ministério Público denunciou os acusados pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe, uso de tortura e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver.
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Os três suspeitos presos na época do crime: Fernando dos Santos
da Silva, Gean Gomes das Chagas, 22, o “Babidi”,
e Thiago Nazaré da Silva, 22, “Chili”
O Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese do MPAM, reconhecendo as qualificadoras e a responsabilidade dos réus pela execução.
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As apurações apontaram que pelo menos nove pessoas participaram do crime, que ficou conhecido pela brutalidade e pela atuação organizada dos envolvidos. Parte dos acusados já foi julgada, enquanto os demais aguardam decisão judicial em processos conexos.