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Justiça da Paraíba condena Hytalo Santos e marido por crimes envolvendo adolescentes
Foto: Divulgação

Decisão em primeira instância aponta exploração sexual e produção de conteúdo ilícito; defesa confirma sentença e filha adotiva fala em preconceito

O influenciador Hytalo Santos e seu marido, Israel Vicente, foram condenados em primeira instância pelo Tribunal de Justiça da Paraíba no último sábado (21). A sentença envolve crimes relacionados à exploração de conteúdo pornográfico com participação de adolescentes.

 

O processo tramita em segredo de Justiça, mas o advogado de defesa, Sean Kompier Abib, confirmou a condenação do casal. Ambos estão presos preventivamente desde agosto de 2025.

 

Além da ação criminal por exploração sexual de adolescentes, os dois também respondem a processos na Justiça do Trabalho por acusações de tráfico de pessoas e submissão a condições análogas à escravidão.

 

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DENÚNCIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO

 

Em setembro de 2025, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) formalizou denúncia contra o casal. Entre os crimes atribuídos estão:

 

Tráfico de pessoas: suposto aliciamento de adolescentes e familiares para fins de exploração sexual;

 

Produção de material pornográfico envolvendo menores: criação e divulgação de conteúdos de natureza sexual nas redes sociais;

 

Favorecimento da prostituição e exploração sexual de vulneráveis: incentivo à prática de atos sexuais e exposição de adolescentes.

 

As acusações incluem a utilização das redes sociais para monetização e aumento de engajamento por meio de conteúdos considerados ilícitos pelas autoridades.

 

ALEGAÇÃO DE PRECONCEITO

 

Após a divulgação da condenação, a influenciadora Kamyla Maria, conhecida como Kamylinha e apresentada como filha adotiva de Hytalo, afirmou nas redes sociais que a decisão seria resultado de racismo e homofobia.

 

 

Em publicação, ela declarou que o casal estaria sendo vítima de preconceito por serem negros e integrantes da comunidade LGBTQIA+. As declarações refletem posicionamento pessoal e não constam na decisão judicial.

 

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A condenação é de primeira instância e ainda cabe recurso. O caso segue sob análise do Judiciário, respeitando o devido processo legal. 

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