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Justiça decide que acusados de assassinar Jordaniano na frente de casa noturna no Conjunto Vieiralves serão julgados por Tribunal do Júri Popular em Manaus
Foto: Divulgação

Bruno e Robson Júnior são os acusados de matar o jovem jordaniano em fevereiro deste ano de 2025

A 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus determinou, que os réus Bruno da Silva Gomes e Robson Silva Nava Júnior serão submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri Popular sob a acusação de participarem do homicídio que vitimou Mohamad Manasrah e da tentativa de homicídio contra o irmão dele, Ismail Manasrah.


O crime ocorreu em 8 de fevereiro deste ano, em frente a uma casa noturna localizada no bairro de Nossa Senhora das Graças, Conjunto Vieiralves, Zona Centro-Sul de Manaus.


Na decisão de pronúncia o juiz Fábio César Olintho de Souza registra que diante da convergência dos elementos probatórios, há a solidificação da possível autoria que recai sobre ambos os acusados.

 

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Assim, as teses defensivas e eventuais contradições nos depoimentos demandam uma análise aprofundada no mérito cuja competência constitucional é exclusiva do Tribunal do Júri, emergindo como corolário lógico e necessário da instrução a pronúncia dos réus.

 

Mohamad Manasrah foi agredido e morto na frente da

casa noturna na madrugada do dia 8 de fevereiro 

 

Os réus foram denunciados pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) por homicídio qualificado (tentado e consumado) com base no Código Penal. Os crimes são qualificados por “motivo fútil” e por terem sido cometidos “mediante traição e recurso que dificultou a defesa das vítimas”.


Na mesma decisão, o magistrado manteve a prisão preventiva de Bruno da Silva Gomes, que está custodiado desde março de 2025, justificando a medida pela “gravidade do delito, pelo risco à ordem pública” e para “garantir a integridade do processo”.

 

CRIME

 

Segundo a denúncia do Ministério Público do Amazonas (MPAM), no dia 8 de fevereiro de 2025, por volta das 2h, em frente a uma casa noturna localizada no bairro Nossa Senhora das Graças, os acusados atacaram as vítimas com um gargalo de garrafa.


Momentos antes, dentro do estabelecimento, houve uma discussão entre os grupos, e que foi controlada pelos seguranças. No entanto, já na área externa, o réu Bruno teria se escondido entre veículos estacionados, aguardando a saída das vítimas, enquanto Robson iniciou uma conversa com o grupo de forma aparentemente pacífica, impedindo que se retirassem do local.

 

 

Bruno da Silva foi o primeiro a ser preso

pela morte do jordaniano com golpes de

gargalo de garrafa (Fotos: Divulgação)

 

Em seguida, Bruno teria se aproximado e desferido os primeiros golpes contra Mohamad Manasrah, enquanto Robson o atacava pelas costas e auxiliava na execução do crime.

 

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Os réus podem recorrer da decisão de pronúncia e a sessão de julgamento só poderá ser marcada após vencidas todas as possibilidades de recurso, o chamado trânsito em julgado.
 

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