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Justiça decreta prisão de bombeiro suspeito de matar estudante de medicina em São Paulo
Foto: Reprodução

O militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, havia tido a liberdade provisória concedida pelo Tribunal de Justiça na quinta-feira (1º)

A Justiça de São Paulo decretou neste sábado (3) a prisão preventiva do bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, suspeito de matar a tiros o estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23, em Taubaté, no interior de São Paulo. A decisão ocorreu após o Ministério Público recorrer da liberdade provisória concedida ao militar.

 

O crime aconteceu na manhã de quarta-feira (30), na Avenida Professor Walter Thaumaturgo, conhecida como Avenida do Povo. Bruno estava a caminho da faculdade quando se envolveu em uma discussão de trânsito com o bombeiro. Segundo a investigação, o militar efetuou disparos contra o estudante, que foi socorrido e levado ao Hospital Regional de Taubaté, mas não resistiu.

 

Marcos havia sido preso em flagrante, mas recebeu liberdade provisória após audiência de custódia realizada na quinta-feira (1º). Entre as medidas determinadas estavam o comparecimento periódico à Justiça, recolhimento domiciliar nos períodos definidos e proibição de contato ou aproximação dos familiares da vítima. O porte de arma do militar também havia sido suspenso.

 

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A defesa do bombeiro sustenta a tese de legítima defesa. Segundo o advogado, Marcos teria acreditado que estava sendo ameaçado após ver um objeto nas mãos do estudante. Um canivete foi apreendido com Bruno, mas a defesa afirma que o militar teria interpretado o objeto como uma possível arma no momento da discussão.

 

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Com a nova decisão, Marcos volta a ficar preso preventivamente enquanto o caso segue em investigação. O Ministério Público havia pedido a prisão novamente e sustenta que o bombeiro deve responder por homicídio doloso. As circunstâncias do crime e a versão apresentada pela defesa ainda serão analisadas no decorrer do processo. 

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