Justiça determina prisão preventiva de suspeita de envenenamento e aponta tentativa de ocultar provas no caso.
A Tribunal de Justiça de São Paulo determinou, nesta segunda-feira (13), a prisão preventiva de Larissa de Souza Batista, de 26 anos, após aceitar denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo. Ela é acusada de tentar matar o companheiro, Adenilson Ferreira Parente, de 27 anos, ao supostamente colocar substância tóxica em um copo de açaí. O caso ocorreu em Ribeirão Preto.
A decisão foi assinada pela juíza Marta Rodrigues Maffeis, que considerou haver indícios suficientes para enquadrar a acusada por tentativa de homicídio qualificado. Entre os agravantes apontados estão o uso de veneno, a dissimulação e o emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima fatores que podem elevar a pena para até 30 anos de prisão em caso de condenação.
Inicialmente, o pedido de prisão havia sido negado. No entanto, com o avanço das investigações e a apresentação de novas provas, a magistrada reconsiderou a decisão. Um dos pontos que pesaram foi a restauração do celular da suspeita aos padrões de fábrica no mesmo dia em que a polícia cumpriu mandado de busca, o que, segundo a Justiça, pode indicar tentativa de eliminar evidências.
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Na decisão, a juíza destacou que medidas cautelares alternativas não seriam suficientes diante da gravidade do caso e da convivência entre acusada e vítima, o que poderia comprometer a investigação.
A defesa de Larissa já protocolou pedido para revogação da prisão preventiva, mas até o momento não houve decisão sobre o recurso. A advogada da acusada também sustenta que a investigação foi conduzida de forma precipitada e que outras hipóteses não foram devidamente analisadas.
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O caso teve início em fevereiro, quando Adenilson foi internado após consumir açaí contaminado. A Polícia Civil concluiu que não houve falha no preparo do alimento na lanchonete, direcionando a suspeita para a companheira. Após receber atendimento médico, a vítima teve alta e se recupera bem.