Decisão da juíza federal Indira Talwani impede que medidas da ordem executiva entrem em vigor antes das eleições legislativas de novembro
A Justiça dos Estados Unidos impôs mais um revés ao presidente Donald Trump ao bloquear mudanças nas regras de votação pelo correio, medida que vinha sendo defendida pelo republicano às vésperas das eleições legislativas de novembro.
A decisão foi tomada pela juíza federal Indira Talwani, que considerou inconstitucionais trechos da ordem executiva assinada por Trump. Segundo a magistrada, o presidente extrapolou sua autoridade ao tentar impor mudanças em um sistema eleitoral cuja administração é tradicionalmente responsabilidade dos estados e autoridades locais.
Entre as medidas barradas estava a criação de uma lista federal de eleitores aptos a votar pelo correio, além da tentativa de obrigar o serviço postal americano a restringir a entrega de cédulas apenas a nomes previamente autorizados.
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A ação judicial foi movida por uma coalizão de 23 estados e pelo Distrito de Columbia, que argumentaram que as mudanças poderiam dificultar o acesso ao voto e provocar insegurança no processo eleitoral.
A decisão também ocorre poucos dias após outro tribunal barrar uma ordem semelhante que exigia comprovação de cidadania para registro eleitoral, ampliando a pressão judicial sobre a agenda de reformas eleitorais de Trump.
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Apesar da derrota nos tribunais, aliados do presidente já sinalizaram que devem recorrer da decisão, o que pode levar o caso a instâncias superiores, incluindo a Suprema Corte dos EUA. O embate mantém aceso o debate sobre acesso ao voto e os limites da atuação do governo federal nas eleições americanas.