Caso seguirá para julgamento por júri popular após decisão da Justiça de São Paulo
A Justiça de São Paulo decidiu que Douglas Alves da Silva, de 26 anos, será julgado por júri popular pelo assassinato de Tainara Souza Santos. A decisão de pronúncia foi tomada após audiência de instrução realizada no Fórum Criminal da Barra Funda, que ouviu testemunhas e o interrogatório do réu.
Douglas vai responder pelos crimes de feminicídio consumado e tentativa de homicídio, esta última relacionada a um amigo que acompanhava a vítima no momento do ataque. Ele permanece preso preventivamente e não poderá recorrer da decisão em liberdade.
Segundo as investigações da Polícia Civil e do Ministério Público, o crime ocorreu em 29 de novembro de 2025, na Zona Norte de São Paulo. De acordo com a apuração, o acusado teria agido por ciúmes ao atropelar Tainara na saída de um bar.
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Após o impacto, a vítima ficou presa ao veículo e foi arrastada por cerca de um quilômetro na Marginal Tietê. Ela foi socorrida em estado grave e levada ao Hospital das Clínicas, onde passou por cirurgias e teve as duas pernas amputadas. Apesar do atendimento médico, morreu quase um mês depois, na véspera de Natal. Tainara deixou dois filhos.
A defesa do réu recorreu da decisão, alegando que a qualificadora de feminicídio ainda não estaria plenamente comprovada, já que não haveria confirmação de relacionamento anterior entre os dois.
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O caso agora segue para julgamento no Tribunal do Júri, onde cidadãos decidirão se o acusado é culpado. Em caso de condenação, a pena pode variar entre 20 e 40 anos de prisão.