Decisão determina que o Google forneça dados de responsáveis por contas ligadas a publicações que associaram Flávio Bolsonaro ao CV
Uma decisão da Justiça do Distrito Federal determinou a retirada de conteúdos publicados nas redes sociais que associavam o senador Flávio Bolsonaro a uma facção criminosa. A medida foi assinada pelo juiz Hilmar Castelo Branco, da 21ª Vara Cível de Brasília, após ação movida pela defesa do parlamentar.
Segundo o processo, publicações feitas por diferentes perfis afirmavam que o senador teria ligação com o Comando Vermelho, além de outras acusações sem comprovação. A defesa argumentou que as informações eram falsas, não possuíam respaldo em investigações oficiais e causavam danos à honra e à imagem do político.
Ao analisar o caso, o magistrado concedeu uma tutela de urgência e determinou que a plataforma responsável removesse o conteúdo em até 48 horas. Caso a decisão não fosse cumprida, foi estabelecida multa diária de R$ 1 mil, limitada a 30 dias.
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Além da exclusão das publicações já existentes, o juiz também proibiu os responsáveis pelos perfis de voltarem a divulgar mensagens com o mesmo teor. Em caso de descumprimento, poderá ser aplicada multa de até R$ 20 mil, reforçando o caráter preventivo da decisão judicial.
Na ação, Flávio Bolsonaro sustentou que as acusações não têm base factual e configuram disseminação de desinformação. Ele alegou ainda que a permanência das postagens nas redes ampliaria os danos à sua reputação, especialmente em um contexto de exposição pública e atuação política nacional.
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O caso evidencia o crescente papel do Judiciário na mediação de conflitos envolvendo redes sociais, especialmente quando há alegações de fake news e ataques à reputação de figuras públicas. Decisões como essa reforçam a responsabilidade das plataformas digitais na remoção de conteúdos considerados ofensivos ou inverídicos, além de reacender o debate sobre os limites da liberdade de expressão no ambiente online.