Decisão transforma prisão temporária em preventiva e amplia investigações sobre vínculos com o crime organizado
A Justiça de São Paulo determinou a prisão preventiva da delegada recém-empossada Layla Lima Ayub e de seu namorado, Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como Dedel. Ambos já estavam detidos sob suspeita de envolvimento com tráfico de drogas e associação criminosa.
A decisão converte a prisão temporária em preventiva, ampliando o período de detenção enquanto as investigações continuam. O casal foi preso em janeiro durante a Operação Serpens, que apura a infiltração de integrantes do crime organizado em estruturas do poder público.
Segundo o Ministério Público de São Paulo, Jardel é apontado como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Região Norte do país, com atuação destacada no Pará.
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As investigações também indicam que Layla, mesmo após assumir o cargo na Polícia Civil de São Paulo, teria atuado como advogada para integrantes do Comando Vermelho (CV), o que contraria normas legais e decisões do Supremo Tribunal Federal.
Ainda de acordo com o MPSP, apesar da possível atuação com o CV, a delegada mantinha vínculos pessoais e profissionais com integrantes do PCC. Já Jardel possui histórico criminal e é investigado por atuar na expansão da facção no Norte do Brasil.
Ele havia sido preso anteriormente, progrediu de regime, mas voltou a ser detido após descumprir regras judiciais e fugir. A apuração aponta que ele teria deixado o Pará sem autorização para se mudar para São Paulo, onde passou a viver com a delegada.
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O casal foi localizado e preso em uma pensão. O caso segue em investigação e pode ter novos desdobramentos nos próximos meses.