O pedido feito pelo Ministério Público ocorreu porque a lei determina, a cada 90 dias, a reavaliação da prisão preventiva. A influenciador está na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior
A Justiça de São Paulo decidiu manter a prisão preventiva de Deolane Bezerra e de outros investigados na Operação Vérnix, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão foi tomada após a reavaliação das prisões preventivas, exigida pela legislação a cada 90 dias.
Entre os investigados estão Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, o irmão Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior e os sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho. Paloma e Leonardo são considerados foragidos, e a Justiça determinou a continuidade das buscas para localizá-los.
Segundo a acusação do Ministério Público, o suposto esquema teria sido dividido em três núcleos: decisório, operacional e financeiro. Deolane é apontada pelos investigadores como integrante do núcleo financeiro, que teria atuado na ocultação e movimentação de recursos de origem ilícita por meio de contas bancárias e empresas.
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A decisão judicial considerou que continuam presentes os motivos para a manutenção das prisões, incluindo a necessidade de preservar a ordem pública e econômica, garantir o andamento das investigações e evitar uma possível continuidade das atividades criminosas. A Justiça também apontou indícios de uma atuação estruturada e permanente da organização investigada.
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A defesa de Deolane contesta a decisão e afirma que a prisão é ilegal, desnecessária e desproporcional. O processo continua em andamento, e os investigados ainda terão direito à defesa e ao contraditório. Até o momento, não há condenação definitiva pelos crimes investigados.