NOTÍCIAS
Plantão Policial
Justiça mantém prisão de professora da UEA acusada de ligação com facção criminosa no Amazonas
Foto: Divulgação

A Justiça do Amazonas manteve a prisão preventiva da advogada e professora universitária Adriana Almeida Lima, presa durante a Operação Erga Omnes. O pedido de habeas corpus apresentado pela defesa durante o plantão judicial do fim de semana foi negado pelo desembargador Abraham Peixoto Campos Filho, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

 

Adriana, que é professora titular de Direito da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), foi presa na sexta-feira (20) sob a acusação de integrar uma rede de apoio à facção criminosa Comando Vermelho (CV).

 

Ao negar o pedido de soltura, o magistrado destacou que a posição social e o prestígio acadêmico da investigada, longe de favorecê-la, agravam sua situação perante a Justiça. Segundo o desembargador, o renome profissional pode ter sido utilizado como instrumento para facilitar ações criminosas.

 

Veja também

 

IMAGENS FORTES! Homem morre dentro de carro após ser atingido com facada no bairro Educandos, Zona Sul de Manaus. VEJA VÍDEOS E REPORTAGEM DO 'PORTAL DO ZACARIAS' AO VIVO

 

Incêndio de grandes proporções atinge casa de três andares no bairro Praça 14, Zona Sul de Manaus. VEJA VÍDEOS

 

“Não se pode descurar que a função social e o prestígio acadêmico da paciente, ao invés de servirem como salvo-conduto, podem ter sido utilizados para facilitar a interface criminosa com a administração pública”, afirmou em decisão.

 

De acordo com a Polícia Civil, Adriana funcionaria como uma espécie de “camuflagem social” da facção, ajudando a influenciar órgãos públicos para resolver conflitos internos do grupo e garantir impunidade. O delegado Marcelo Martins afirmou que relatórios de inteligência apontam a professora como peça central em operações financeiras de um esquema que teria movimentado cerca de R$ 70 milhões desde 2018.

 

Além do cargo na UEA, Adriana já ocupou funções na Assembleia Legislativa do Amazonas e apresenta movimentações bancárias consideradas suspeitas, que podem chegar a R$ 1,5 milhão.

 

A prisão provocou forte repercussão nos meios acadêmico e político da capital amazonense. Morando há cerca de 20 anos em Manaus, Adriana era vista como profissional exemplar e atuava como coordenadora do Núcleo de Prática Jurídica da UEA. Também integrou a delegação da sociedade civil na COP30, em Belém, em 2025, apresentando propostas ligadas à governança amazônica.

 

Na vida pessoal, era maratonista, mãe de duas filhas e mantinha presença ativa nas redes sociais. Diferentemente dos demais presos da Operação Erga Omnes, Adriana está custodiada em um batalhão da Polícia Militar, prerrogativa prevista no Estatuto da Advocacia. O processo tramita em segredo de Justiça.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatAppCanal e Telegram

 

Em nota, a UEA informou que não se responsabiliza por atos praticados por servidores fora do exercício de suas funções e reafirmou seu compromisso com a legalidade. Até o momento, a defesa não se manifestou oficialmente sobre as acusações.  

LEIA MAIS
DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Mensagem:

Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.