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Justiça mantém prisão temporária de dois entregadores acusados de matar ciclista em Copacabana
Foto: Reprodução

Aílton José da Silva (à esquerda) e Felipe Eduardo Santos Silva

A Justiça do Rio manteve, neste domingo (23), a prisão temporária dos entregadores de aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva, acusados de participar do espancamento que matou o ciclista Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, em Copacabana, na Zona Sul do Rio.

 

As decisões foram tomadas durante audiência de custódia pelos juízes Rafael de Almeida Rezende e Laura Noal Garcia. Segundo os magistrados, os mandados foram expedidos regularmente e continuam dentro do prazo de validade. No sábado, as prisões dos seguranças de rua Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias também haviam sido mantidas.

 

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Os quatro envolvidos foram indiciados por homicídio triplamente qualificado, por meio cruel, motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima. A audiência de custódia não avalia as provas do crime, mas verifica a legalidade da prisão e a necessidade de sua manutenção.

 

O crime aconteceu no dia 11, quando Cláudio foi acusado injustamente de ter roubado uma bicicleta que, na verdade, pertencia a uma de suas irmãs. Segundo a investigação, ele foi espancado durante cerca de nove minutos, recebeu chutes e 57 golpes de madeira e ficou agonizando até ser levado pelos bombeiros ao Hospital Municipal Miguel Couto, onde morreu horas depois.

 

Davi Santos Machado é apontado como principal autor das agressões e teria filmado parte do espancamento enquanto utilizava um cassetete. As imagens acabaram compartilhadas em um grupo de entregadores. A Polícia Civil também investiga a possível participação de uma quinta pessoa, que aparece nas imagens durante uma segunda etapa das agressões.

 

Em depoimento, Jorge Luiz Ricardo Dias afirmou que tentou advertir Davi para que parasse de bater na vítima. Ele contou que encontrou Cláudio já caído e sem reação, mas admitiu que deixou o local sem acionar a polícia, o Samu, o Corpo de Bombeiros ou qualquer outro serviço de emergência.

 

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A defesa da família de Cláudio afirmou que recebeu a decisão com respeito e espera que as investigações avancem para individualizar a conduta de cada envolvido. O Ministério Público deverá analisar, após a conclusão do inquérito, se existem elementos para pedir a conversão das prisões temporárias em preventivas. 

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